As confederações e associações patronais manifestaram preocupação com a crise política e os efeitos que eleições antecipadas podem ter na economia.
Em declarações à ‘Renascença’, Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), alerta que esta instabilidade ocorre num momento em que o mundo enfrenta mudanças profundas nos blocos económicos e comerciais, tornando essencial um Estado operante e facilitador de soluções.
Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), reforça que a convocação de novas eleições legislativas traria incerteza e instabilidade, comprometendo a execução de fundos europeus e projetos estruturantes como a alta velocidade e a privatização da TAP. Destaca ainda o impacto negativo na confiança dos investidores e no funcionamento do país.
A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) partilha das mesmas preocupações, sublinhando que não há garantias de que um novo ato eleitoral traga maior estabilidade. O seu presidente avisa que a necessária maioria governativa poderá sair ainda mais fragilizada, prolongando a incerteza política.
Com a votação da moção de confiança ao Governo marcada para esta terça-feira, tudo indica que o executivo cairá. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já admitiu convocar eleições legislativas antecipadas para maio, mas os empresários apelam ao bom senso dos partidos para evitarem um novo período de instabilidade interna, num contexto internacional já desafiante.







