Pedro Nuno Santos foi o único líder dos principais partidos políticos com assento parlamentar a melhorar a sua popularidade entre os portugueses apesar de ainda estar negativo, apontou esta segunda-feira uma sondagem da ‘Pitágorica’ publicada no ‘Jornal de Notícias’. No entanto, o grande destaque acabou por ser as quedas de Luís Montenegro – que passou de 18 pontos positivos para apenas um – e André Ventura, com um saldo negativo de 58 pontos.
Segundo uma sondagem realizada entre 23 e 27 de fevereiro, o primeiro-ministro já mostrou essa tendência de queda, passando de 18 para 15 pontos, embora a AD mostrasse crescer – de 33 para 35,6%. No entanto, o escândalo da empresa familiar de Luís Montenegro teve os seus custos, já depois da comunicação ao país e a moção de censura do PCP – nova queda, para apenas um ponto positivo, ao passo que a coligação desceu para 33,5%.
Os números não são piores para Luís Montenegro devido às mulheres e aos mais jovens, que são quem mais confia no primeiro-ministro: o mesmo não se pode dizer entre os homens, nos dois escalões acima dos 35 anos. Perdeu também entre os mais pobres e classe média, ‘salvando-se’ entre os que têm melhores rendimentos (saldo positivo de cinco pontos).
André Ventura, líder do Chega, também está em queda acentuada: no início de fevereiro, tinha um saldo negativo de 45 pontos, viria a descer para 53 pontos no final desse mês, para agora chegar a 58 pontos negativos – a mesma tendência do Chega, agora com apenas 13,5% das intenções de voto, a maior queda entre os partidos parlamentares.
Já Pedro Nuno Santos, apesar de ter um saldo negativo de 22 pontos, melhorou face ao início de fevereiro, altura em que tinha 35 pontos negativos – a maior subida registou-se na última semana de fevereiro.





