Os ministros da Energia da União Europeia (UE) vão reunir-se num Conselho extraordinário esta sexta-feira para discutir as medidas urgentes que a Comissão Europeia apresentou, no passado dia 14, para responder à escalada de preços energéticos.
O anúncio foi feito pela presidência checa do Conselho da UE, com o ministro da Indústria da República Checa, Jozef Síkela, a divulgar na rede social Twitter. “Acabo de convocar um novo Conselho extraordinário da Energia para discutir as propostas da Comissão para lidar com os preços elevados da energia. A presidência checa, os Estados-membros e a Comissão estão prontos a trabalhar em conjunto”, adiantou Jozef Síkela, na sua publicação no Twitter.
Ursula von der Leyen, líder da Comissão Europeia, já especificou quais as medidas urgentes para a UE lidar com a atual crise energética, que foram anunciadas no seu terceiro discurso sobre o Estado da União, no âmbito da sessão plenária do Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo. A ideia será, no Conselho extraordinário dos ministros da Energia da UE, dar ‘luz verde’ às propostas do executivo comunitário.
Portugal concordou de forma genérica com as medidas de emergência discutidas em Bruxelas para fazer face aos preços no sector da Energia, embora considerando que algumas ainda podem ser “afinadas”, disse o ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro.
A Comissão Europeia já colocou algumas ideias sobre a mesa, entre as quais a imposição de um teto máximo para os lucros das empresas produtoras de eletricidade com baixos custos e uma “contribuição solidária” das empresas de combustíveis fósseis, assim como estabelecer um limite de preços para importações de gás por gasoduto da Rússia para a União Europeia, segundo um documento de trabalho publicado na altura.
O documento de trabalho elaborado pelo executivo comunitário como contributo para o passado Conselho de Energia incluiu ainda duas outras propostas: uma meta vinculativa para redução do consumo de eletricidade e a facilitação de apoio à liquidez por parte dos Estados-membros para as empresas de serviços energéticos que se confrontam com problemas devido a essa volatilidade do mercado.
As tensões geopolíticas devido à guerra da Ucrânia têm afetado o mercado energético europeu, já que a UE importa 90% do gás que consome, sendo a Rússia responsável por cerca de 45% dessas importações, em níveis variáveis entre os Estados-membros. Em Portugal, o gás russo representou, em 2021, menos de 10% do total importado.












