Crise energética: Quercus quer isenção de IVA na fatura das renováveis e critica Governo por “subsidiar os combustíveis fósseis”

A associação ambientalista Quercus diz que o Governo “continua a subsidiar os combustíveis fósseis, nomeadamente a gasolina e gasóleo” quando devia apostar nos incentivos ao consumo de energias renováveis.

Filipe Pimentel Rações

A associação ambientalista Quercus diz que o Governo “continua a subsidiar os combustíveis fósseis, nomeadamente a gasolina e gasóleo” quando devia apostar nos incentivos ao consumo de energias renováveis.

“Na crise energética que atravessamos, o que já se gastou e o que se prevê gastar a subsidiar os combustíveis fósseis financiaria uma política consistente de inventivo à utilização de energia solar e eólica”, salienta a associação esta sexta-feira, em comunicado.

Os ambientalistas defendem “a isenção de IVA nas faturas de consumo de eletricidade dos utilizadores que optem pela ‘tarifa verde’”, que, explicam, permite “ao consumidor ter a garantia de que é comercializada uma quantidade de energia proveniente de fontes 100% renováveis equivalente ao seu consumo anual”.

A Quercus insta o executivo liderando pelo Primeiro-ministro António Costa a ativar “medidas de incentivo financeiro e fiscal aos particulares e às empresas para aquisição de veículos elétricos, bem como o alargamento massivo da rede de carregadores elétricos ultra-rápidos para viaturas”.

Além disso, pede “a isenção de IVA para todos os componentes dos sistemas fotovoltaicos e eólicos”, para “apoiar a produção de energia solar descentralizada em edifícios significa democratizar o acesso à energia, que assim fica colocada nos telhados das nossas casas”.

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Perante um cenário cada vez mais real de crise energética na União Europeia, fruto dos cortes no abastecimento de gás oriundo da Rússia, a associação salienta que é necessária “a implementação de um quadro legal e regulamentar que, à semelhança do que foi feito para o solar térmico, obrigue a que todos os edifícios novos, reconstruídos ou remodelados sejam auto-sustentáveis energeticamente (NETZERO) e que essa obrigatoriedade seja apoiada financeira e fiscalmente”.

“Na crise energética que atravessamos, esperamos que o Governo Português e a Comissão Europeia, não ditem a morte das metas de emissão de carbono a que nos comprometemos e que as alterações climáticas e os prejuízos para o ambiente não ditem a morte do nosso modo de vida atual”, refere a Direção Nacional.

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