Crise energética: “Isolar as casas é tão importante como isolar Putin”, defende Livre

O deputado único do partido Livre salienta que o combate à crise energética faz-se também promovendo a eficiência térmicas das habitações, apontando que “isolar as casas é tão importante como isolar Putin”.

Revista de Imprensa

O deputado único do partido Livre salienta que o combate à crise energética faz-se também promovendo a eficiência térmicas das habitações, apontando que “isolar as casas é tão importante como isolar Putin”.

Em declarações à ‘TSF’, Rui Tavares explica que o programa dos 3C – Casa, Conforto e Clima, apresentado pelo seu partido, aprovado e depois integrado no Orçamento de Estado para 2022, deve ser “muito rapidamente” implementado. Contudo, critica que “demora a estar no terreno”.

“No inverno, o governo precisa muito rapidamente de implementar o programa de 3C – Casa, Conforto e Clima do Livre, que foi aprovado no último orçamento, mas que demora a estar no terreno”, salienta o dirigente partidário, apontando que “é basicamente avançar com o dinheiro para as pessoas que têm mais baixos rendimentos poderem isolar as casas, é instalar equipamento sustentável para fazer o aquecimento nas escolas e, com isso, baixar a fatura da eletricidade”.

Com os olhos já postos no Orçamento do Estado para 2023, Rui Tavares assegura que vai propor a criação de um passe nacional para os transportes ferroviários, à semelhança do que é feito já na Alemanha.

“Vamos propor, para este orçamento, um passe ferroviário nacional, basicamente, que haja um preço único a pagar para a andar no comboio, em todo o território nacional”, explica, reconhecendo, contudo, que o preço de 9 euros praticado na Alemanha seria difícil de aplica em Portugal. Ainda assim, argumenta que seria possível “atingir-se um preço mais realista no nosso país e mesmo assim possibilitar a muita gente poupar muito, ao mesmo tempo demonstrando que se faz uma aposta na ferrovia”.

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O deputado do Livre considera que o Governo está ciente de que o Orçamento do Estado aprovado para o corrente ano deveria ter sofrido alterações aquando da eclosão da guerra na Ucrânia, a 24 de fevereiro, para faze face às consequências do conflito, entre eles a inflação e a perda de poder de compra dos portugueses.

“O Governo, sem o dizer, começa a admitir que estava errado no início deste ano quando já depois da guerra manteve exatamente o mesmo orçamento que tinha apresentado no ano anterior”, destaca Rui Tavares.

Quanto à inflação, o deputado afirma que “deve ser combatida ajudando as pessoas a fazer face ao aumento do custo de vida” e que “agora o Governo percebe que é mesmo preciso pôr dinheiro no bolso no bolso as pessoas, chega lá é demasiado tarde e com demasiado pouco”.

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