Crise energética: CEO da ucraniana Naftogaz acusa Rússia de usar o gás como “arma geopolítica”

Yuriy Vitrenko,o CEO da gigante estatal ucraniana de energia Naftogaz, acusou a russa Gazprom  de utilizar o gás natural como uma arma geopolítica, pedindo aos EUA e à Alemanha que tomem medidas contra Moscovo, enquanto aguardam a aprovação regulatória para um controverso projeto do gasoduto Nord Stream 2.

Esta crítica surge pouco tempo depois de a Agência Internacional de Energia (AIE) ter pedido à Rússia que enviasse mais gás para a Europa, de forma a aliviar a escassez deste material.

Para Vitrenko a Gazprom está deliberadamente reter o gás que poderia vir para a Europa, bloqueando o acesso ao sistema de transmissão de gás da Ucrânia de outras empresas russas e embargando as exportações da Ásia Central que poderiam chegar à Ucrânia, através da Rússia.

“Este é um sinal muito claro de que [os russos] estão a utilizar o gás como uma arma geopolítica”, alertou o executivo.

Yuriy Vitrenko, disse que a gigante estatal russa de energia Gazprom estava manipular a crise energética da região de forma a pressionar a rápida inauguração do polémico  Nord Stream 2.

O gasoduto foi projetado para fornecer gás russo diretamente para a Alemanha através do Mar Báltico, contornando a Ucrânia e a Polónia.

Os críticos argumentam que esta estrutura não é compatível com as metas climáticas europeias, aprofunda a dependência da região das exportações russas de energia e provavelmente fortalecerá a influência económica e política do presidente russo Vladimir Putin sobre a região.

A construção do Nord Stream 2 foi concluída no início deste mês. O regulador de energia da Alemanha disse desde então que agora tem quatro meses para concluir a certificação do projeto depois de receber toda a papelada necessária para conceder uma licença de operação.

 

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