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Crise da Covid-19. Oito sinais que antecipam uma recuperação nas bolsas

Muitos investidores já se perguntam se chegou a hora de reconstruir as posições no mercado de ações. Para ajudar a tomar esta decisão, a Allianz GI sugere que sejam tidos em conta oito sinais que podem revelar se o mercado já atingiu o “fundo do poço”.

Estímulos fiscais e monetários. Os investidores saudaram as medidas tomadas globalmente para mitigar as consequências econoicas dessa crise, mas historicamente essas medidas não foram suficientes para mudar a direção dos mercados durante os períodos de grande quebra, de acordo com Stefan Hofrichter, economista da Allianz GI. Na última crise, muitas medidas foram adotadas entre 2007 e 2008, mas somente em março de 2009 começou a recuperação das bolsas de valores. As medidas podem ajudar a ganhar tempo, mas não resolvem problemas de liquidez.

Pico da infeçãoO fim desse choque externo deve pelo menos estar à vista antes de  começar a assumir posições em ativos de risco, como ações. E não sabemos quanto tempo vai demorar.

Baixas avaliações. Embora as bolsas estejam a negociar em proporções mais razoáveis ​​em relação a fevereiro, os multiplicadores ainda são altos nos EUA. Por exemplo, o S&P 500 é negociado a uma relação preço / benefício ajustada pelo ciclo de cerca de 23 vezes. Esse número está logo abaixo da média nas últimas três décadas. Está bem acima das 13 vezes em que foi negociado em março de 2009 e em outros mercados em baixa nos EUA. Na Europa, as bolsas de valores são baratas, mas também acima dos níveis de 2009.

Redução de spreads. Os spreads de renda fixa expandiram-se substancialmente nos últimos meses, especialmente em títulos corporativos, altos rendimentos, mercados emergentes e mercados monetários, mas ainda estão abaixo dos níveis de março de 2009. Historicamente, é necessário restringir os spreads, antes que as ações comecem a recuperar.

Estabilização do setor financeiro. Embora essa crise não tenha sido causada pelos bancos, o risco de uma crise financeira “parece significativo, com a economia mundial tão alavancada quanto na véspera da última crise (três vezes o PIB)”. A Allianz reconhece que o setor financeiro é mais capitalizado, mas espera que o stress chegue a fundos, ETFs, fundos de hedge, planos de pensão e seguradoras. Este setor precisa estabilizar para que os mercados de ações possam subir de forma sustentável.

Aceleração de dados. Os números macroeconómicos devem crescer ou, pelo menos, contrair menos. Noutras ocasiões, os mercados não reagiram até que os números da economia melhorassem. Ainda não estamos neste momento. Os dados não precisam mostrar cescimento para o mercado de ações subir, mas a deterioração diminui.

Perspectivas positivas de lucro. O pessimismo sobre os ganhos deve atingir o pico. O ritmo das revisões em baixa nas estimativas de ganhos deverá passar o seu pico.”Ainda não estamos lá, mas estamos a aproximar-nos”, defendem analistas.

Capitulação. Os mercados em baixa geralmente terminam este seu ciclo quando os investidores “jogam a toalha ao chão”. Isso é evidenciado pelas saídas massivas de fundos do mercado de ações, quando os investidores ignoram bons dados e há baixos volumes. Segundo a Allianz, ainda não há boas notícias sobre o coronavírus e o volume de negociações na bolsa ainda é alto.

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