Os planos de Jair Bolsonaro para avançar com a construção de uma ponte no sudoeste do estado do Pará, na região da Amazónia, está a preocupar os povos indígenas, revela o jornal inglês “The Guardian”.
«Hoje vivemos num paraíso. (…) Mas sabemos que terá um grande impacto», refere Joaci da Silva, uma das muitas pessoas que vive em Santíssima Trindade e que receia o aumento da criminalidade, barulho e poluição. «Trará alguns benefícios e empregos, mas haverá devastação», lamenta.
A ponte, localizada na Floresta Nacional do Jamanxim, composta pelo Bioma (conjunto de ecossistemas) Amazónia, seria utilizada para escoar madeira extraída de forma ilegal daquela área de protecção ambiental, alega o Ministério Público brasileiro, que, em Agosto de 2019, abriu uma investigação para apurar a construção de uma ponte ilegal no sudoeste do estado do Pará, na região da Amazónia. O projecto é conhecido como «Barão Rio Branco».
Entretanto, Bolsonaro já veio defender publicamente que os 23 milhões de habitantes da Amazónia querem desenvolvimento, argumentando que a diminuição da pobreza vai ajudar a combater a crescente desflorestação.
Oficiais militares do Governo vão ainda mais longe, defendendo que a região deve ser desenvolvida, como aconteceu noutras partes da Amazónia durante a ditadura militar brasileira (1964-1985). Além dos benefícios económicos, argumentam que a população da Calha Norte também poderia ajudar a defender o território brasileiro.













