Criar uma moeda única entre Brasil e Argentina seria uma “tarefa hercúlea que levaria muitos, muitos anos”, considera a Ebury

O Brasil e a Argentina estarão a preparar a criação de uma moeda comum, iniciativa que pode levar à criação do segundo maior bloco monetário do mundo. No entanto, a criação de um projeto desta magnitude não teria oportunidade de nascer tão cedo.

O objetivo da criação desta moeda comum, onde vão também convidar outras nações latino-americanas a participar, incluem menor dependência do dólar e maior integração económica entre os países do Mercosul, incluindo integração para financiamento de projetos e investimentos.

“Formar tal união seria uma tarefa hercúlea, e que levaria muitos, muitos anos. O euro, por exemplo, levou décadas para ser preparado. A integração traria poucos benefícios para o Brasil, que ficaria dependente da desastrosa situação fiscal e da má gestão económica da Argentina”, explica a empresa de soluções financeiras.

Existe um receio de que o Brasil possa ter problemas com esta união devido aos problemas fiscais da Argentina, com dívidas superiores a 40 mil milhões de dólares referentes ao resgate de 2018 ao Fundo Monetário Internacional, e com inflação extremamente alta, que se situou nos 95% em dezembro.

“No nosso ponto de vista, seria difícil para o Congresso Nacional brasileiro não rejeitar uma aventura tão rebuscada”, sublinham.

Brasil e Argentina querem criar uma nova moeda única

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