Um menino de oito anos foi um dos sobrevivente de um tiroteio em massa que aconteceu na terça-feira, numa escola primária no Texas, Estados Unidos, e que matou 19 crianças e dois adultos.
A criança teve a sorte de se salvar no tiroteio na Robb Elementary School, onde Salvador Ramos, que cometeu um dos ataques mais mortais já registados em uma escola nos EUA, se infiltrou.
Guadalupe Lieja, pai do menino, já veio lamentar o sucedido e apelar a que se “abracem os filhos”, explicando que é difícil entender tal ato de violência .
“Não sei o que dizer. Apenas abracem os vossos filhos todos os dias, todas as manhãs quando forem para a escola ou depois da escola. Façam isso todos os dias, sempre, sempre que tiverem oportunidade”, apelou em declarações à LBC.
O tiroteio em Uvalde é o segundo mais mortal depois do ocorrido numa outra escola primária, Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, em dezembro de 2012, que custou a vida a 20 crianças e seis adultos.
Segundo a Education Week, desde 2018 há registo de 119 tiroteios em escolas norte-americanas. Só este ano já aconteceram 27, contando com este último que aconteceu.
Em 2021 o país registou 34 tiroteios em instituições de ensino (o maior desde que a organização iniciou o seu banco de dados). Em 2020, foram 10 tiroteios. Tanto em 2019 como em 2018 há registo de 24 incidentes em escolas.
Já no geral, dados da ‘Gun Violence Archive’, uma organização independente de recolha de dados, mostram que só este ano já há registo de 212 tiroteios em massa.
No ano passado, os Estados Unidos registaram 693 tiroteios em massa, segundo o a mesma organização. No ano anterior foram 611. E em 2019, 417, o que reflete a tendência de aumento ao longo dos anos.














