Criança de 3 anos resgatada do elevador da Glória perde e o pai e a mãe está em estado grave. Não larga o polícia que a resgatou

O agente, da divisão de investigação criminal do Comando de Lisboa, foi um dos primeiros a chegar ao local e encontrou a família presa entre os escombros.

Pedro Gonçalves

Uma criança alemã de três anos perdeu o pai no descarrilamento do Elevador da Glória, em Lisboa, na tarde de quarta-feira, enquanto a mãe ficou gravemente ferida e permanece internada nos cuidados intensivos. O menino foi resgatado dos destroços por um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP), num gesto de coragem que se tornou símbolo desta tragédia que fez 17 mortos e mais de 20 feridos.

O agente, da divisão de investigação criminal do Comando de Lisboa, foi um dos primeiros a chegar ao local e encontrou a família presa entre os escombros. O pai não resistiu, a mãe foi retirada com vida mas em estado crítico, e a criança, ainda ferida mas sem risco de vida, foi salva pelo polícia, que a transportou até ao hospital. Desde então, o menino de três anos não larga a mão do agente, criando uma ligação imediata com aquele que descreve como o único rosto seguro em meio ao caos, segundo revela a CNN Portugal.



“O polícia não é apenas um polícia, é O Polícia”, relatam colegas que acompanharam a operação, sublinhando a carga emocional que marcou o salvamento. O agente vai receber apoio psicológico, enquanto a criança está a ser acompanhada por pediatras e psicólogos, numa tentativa de atenuar o impacto traumático de uma tragédia que lhe roubou o pai e deixou a mãe em estado grave.

O acidente ocorreu pelas 18h00, quando o elevador, que subia em direção ao miradouro de São Pedro de Alcântara, se desgovernou, recuou descontrolado e acabou por embater num edifício. Durante toda a noite, as autoridades mantiveram o perímetro de segurança e prosseguiram com as operações de rescaldo. Esta quinta-feira decorrem as perícias técnicas e o levantamento dos destroços.

O Ministério Público abriu um inquérito para apurar responsabilidades e o Instituto de Medicina Legal ativou a sua equipa de desastres para acelerar as autópsias às vítimas mortais. O Governo decretou um dia de luto nacional, enquanto o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, afirmou que “Lisboa está de luto” perante um acidente “nunca visto na história da cidade”.

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