Crescimento da população continua em risco. Há dez anos que nascem menos bebés e temos menos óbitos

Da diferença entre o número de nascimentos e o de óbitos registados em 2019 resulta, pelo décimo primeiro ano consecutivo, um saldo natural negativo de 25 214.

Sónia Bexiga

Em 2019, nasceram com vida 86 579 crianças de mães residentes em Portugal. Este valor traduz um decréscimo de 0,5% (menos 441 crianças) relativamente ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), revelados esta segunda-feira.

Do total de nados-vivos, 56,8% nasceram fora do casamento, isto é, eram filhos de pais não casados entre si. Apenas na Região Autónoma dos Açores e no Norte, mais de 50% dos nascimentos ocorreram dentro do casamento (52,2% e 50,9% respetivamente). Por oposição, nas regiões Alentejo, Algarve e Área Metropolitana de Lisboa, mais de 60% dos nados-vivos nasceram fora do casamento (68,4%, 67,5% e 61,4%, respetivamente).

Do total de nascimentos, 44 539 foram do sexo masculino e 42 040 do sexo feminino, representando uma relação de masculinidade de 106. Por outras palavras, em 2019, por cada 100 crianças do sexo feminino nasceram cerca de 106 do sexo masculino.

Apenas o Alentejo e a Região Autónoma da Madeira apresentavam uma relação de masculinidade superior à verificada
em Portugal.

Em 2019, e à semelhança de anos anteriores, foi no mês de setembro que se registou o maior número de nascimentos.
Entre 2010 e 2019, verificou-se quase sempre uma maior intensidade da natalidade neste mês, com exceção dos anos
de 2017 e 2018 (em que o mês com maior número de nascimentos foi outubro) e 2011 (em que o mês com maior
número de registos foi julho).

Continue a ler após a publicidade

Quanto a óbitos, o total, entre as pessoas residentes em território nacional, foi 111 793, representando uma descida de 1,1% ( menos 1 258 óbitos) comparativamente a 2018.

Do total de óbitos, 55 824 foram de homens e 55 969 de mulheres; 85,6% dos óbitos ocorreram entre pessoas com 65 e mais anos de idade.

Portugal registou, assim, pelo décimo primeiro ano consecutivo, um saldo natural negativo (menos 25 214).

Continue a ler após a publicidade

Entre 2010 e 2019, foram registados decréscimos nas proporções de óbitos de pessoas com idades inferiores a 65 anos
e de pessoas com idades dos 65 aos 79 anos, respetivamente de 2,9 e de 4,5 pontos percentuais (p.p.). Em
contrapartida, verificou-se um aumento de 7,4 p.p. na proporção de óbitos de pessoas com 80 e mais anos de idade.

Verificaram-se 246 óbitos de crianças com menos de 1 ano (menos 41 que os registados em 2018), representando uma descida da taxa de mortalidade infantil de 3,3 para 2,8 óbitos por mil nados-vivos.

Em 2018, ano mais recente para o qual existem dados comparáveis disponibilizados pelo Eurostat, Portugal ocupava,
no que se refere à mortalidade infantil, a 13.ª posição no conjunto de países da UE28, com 3,3 óbitos por mil nados-vivos, abaixo da média europeia, que foi de 3,5 óbitos por mil nados-vivos. A taxa de mortalidade infantil mais baixa foi
observada na Estónia (1,6‰) e a mais alta na Roménia (6,0‰)

Sobre casamentos, o INE apurou que, em 2019, realizaram-se em Portugal 33 272 casamentos, menos 3,9% que no ano anterior (menos 1 365 casamentos), contrariando a tendência de aumento verificada desde 2015.

Dos casamentos celebrados, 32 595 realizaram-se entre pessoas de sexo oposto e 677 entre pessoas do mesmo sexo (607 em 2018): 358 casamentos entre homens e 319 casamentos entre mulheres (342 e 265, respetivamente, em 2018).

Continue a ler após a publicidade

Em mais de metade dos casamentos realizados em 2019, os nubentes possuíam residência anterior comum (20 330
casamentos).

Esta situação tem vindo a crescer significativamente nos últimos anos, tendo-se registado um aumentode 11 pontos percentuais (p.p.) desde que, em 2013, e pela primeira vez, esse valor ultrapassou os 50% (50,1% em 2013 contra 61,1% em 2019).

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.