Mantendo a tendência verificado ao longo de 2025, julho vai trazer-lhe um desconto na transferência ao banco na hora de pagar a prestação do seu crédito habitação… isto, claro, se tiver o seu contrato revisto este mês.
Nuno Rico, especialista da DECO-PROteste, indicou, em exclusivo à ‘Executive Digest’, que o mês de junho foi “‘sui generis’, um mês de algumas emoções”. “Por causa de todas as alterações do contexto internacional, que teve reflexo nos valores diários, em termos de tendência final acabou por confirmar a tendência” de descida das taxas no prazos Euribor.
“No início do mês, a Euribor estava a mostrar uma tendência de descida, em linha com o que tem vindo a acontecer, embora com o ritmo gradualmente menor. Neste dias, o despoletar do conflito, e principalmente com a intervenção americana [no Irão], tivemos mesmo uma subida. Mas desde terça-feira, regressou à tendência de descida”, frisou o especialista.
Vamos a números:
Tomemos como exemplo um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos, com um spread (margem comercial do banco) de 1%:
– Euribor a 12 meses: regista uma taxa média de 2,083% (dados até 26 de junho), o que traduz uma prestação mensal de 639 euros – uma poupança de 134 euros em comparação com o valor pago há um ano (773 euros).
– Euribor a 6 meses: apresenta uma média de 2,051%. Isto traduz-se numa prestação de 636 euros, representando uma poupança de 48 euros face à revisão anterior, em janeiro último. “Começa-se a registar uma diminuição do ritmo de descida”, frisou o especialista da DECO PROteste.
– Euribor a 3 meses: com uma média de 1,989% – “esta é uma das novidades, já está abaixo de 2%”, anotou Nuno Rico -, a prestação fica agora nos 631 euros, menos 37 euros em relação à última revisão feita em abril.
A tendência das taxas Euribor, explicou Nuno Rico, é de uma descida progressivamente mais gradual. Até quando se pode esperar esse ritmo? Segundo o especialista, “este mês foi um excelente exemplo do cenário de incerteza que vivemos atualmente”, dada a tensão no Médio Oriente. “Mas, para já, e olhando para os discursos oficiais, tudo indica que vamos ter um semestre com alguma estabilização dos valores, por volta dos 2%. Contudo, para as famílias, só irão sentir essa estabilização a partir do final do verão, setembro/outubro, e será primeiro a Euribor a 3 meses.”














