Os cinco maiores bancos a operar em Portugal colocaram mais de 45 mil contratos de crédito à habitação sob risco de incumprimento. Estes foram incorporados no Plano de Ação para o Risco de Incumprimento (PARI), mas o número de renegociações foi reduzido.
A informação é avançada pelo ‘Jornal de Negócios’ que dá conta que se registaram poucas renegociações dos créditos habitação e que, destes, apenas uma pequena percentagem aconteceu no âmbito das novas regras decretadas pelo Governo em novembro.
O ‘Negócios’ relembra que, durante a apresentação dos resultados da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo revelou que o banco público tinha 37 mil contratos em PARI, dos quais 3.600 em processo de reestruturação e 1.600 renegociados no âmbito das novas regras do Governo.
Já o BCP colocou 4 mil clientes em PARI, enquanto o BPI fechou 500 renegociações no âmbito das novas regras. No caso do Santander, no início de fevereiro tinha 2.000 contratos de crédito à habitação integrados no PARI, o que não significa necessariamente que estejam todos a ser renegociados, enquanto que o Novo Banco renegociou 5.500 contratos, havendo um “adicional de mais de 2.500 contratos [renegociados]”.
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