Crédito consolidado: Incluir segundo titular pode ser a chave para aprovação

Muitos portugueses têm recorrido ao crédito consolidado como solução para aliviar os encargos mensais, mas a aprovação nem sempre é garantida. Incumprimentos registados no Banco de Portugal e taxas de esforço excessivas são dois dos principais motivos para a recusa dos pedidos. Uma possível solução para aumentar as possibilidades de aprovação é a inclusão de um segundo titular no contrato de crédito.

André Manuel Mendes

Muitos portugueses têm recorrido ao crédito consolidado como solução para aliviar os encargos mensais, mas a aprovação nem sempre é garantida. Incumprimentos registados no Banco de Portugal e taxas de esforço excessivas são dois dos principais motivos para a recusa dos pedidos. Uma possível solução para aumentar as possibilidades de aprovação é a inclusão de um segundo titular no contrato de crédito.

Apesar de ser uma prática ainda pouco comum, apenas 26% dos contratos de crédito consolidado formalizados em 2024 envolveram dois titulares, enquanto 74% foram realizados com apenas um titular. Esta disparidade revela que a maioria dos pedidos de crédito continuam a ser feitos por uma única pessoa, o que, frequentemente, resulta na recusa devido a taxas de esforço demasiado elevadas.

A inclusão de um segundo titular pode impactar positivamente as condições do crédito, nomeadamente a taxa de esforço, que é um fator determinante na aprovação do pedido. Com a soma dos rendimentos dos dois titulares, a taxa de esforço mensal diminui, aumentando a probabilidade de aprovação. Além disso, é possível aceder a montantes de crédito mais elevados e obter condições contratuais mais vantajosas, como taxas de juro mais baixas.

Para ilustrar esta diferença, considere-se o seguinte exemplo: uma pessoa com encargos mensais de 677 euros, tendo um salário líquido de 1.258 euros, teria uma taxa de esforço de 53,81%. No caso de haver um segundo titular, com um salário líquido de 1.117 euros, a taxa de esforço desceria para 28,50%, tornando a aprovação do crédito muito mais provável.

“Embora não seja obrigatório e nem sempre uma opção viável, o segundo titular é uma solução estratégica para quem deseja reforçar a sua capacidade financeira aos olhos das instituições bancárias”, explica Rita Quaresma, responsável pelo projeto CréditoConsolidado.pt.

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