Crédito Agrícola regista lucro de 172,2 milhões de euros na primeira metade de 2025

O Grupo Crédito Agrícola anunciou um resultado líquido consolidado de 172,2 milhões de euros no primeiro semestre de 2025, uma queda de 23,3% face ao mesmo período do ano anterior. A rentabilidade dos capitais próprios situou-se em 11,8%.

Fábio Carvalho da Silva e André Mendes
Agosto 27, 2025
10:45

O Grupo Crédito Agrícola anunciou um resultado líquido consolidado de 172,2 milhões de euros no primeiro semestre de 2025, uma queda de 23,3% face ao mesmo período do ano anterior. A rentabilidade dos capitais próprios situou-se em 11,8%.

Apesar da redução no resultado, o banco destaca o crescimento da carteira de crédito e a consolidação da sua posição no mercado. O produto bancário core atingiu 467,7 milhões de euros, menos 10,2% do que no 1S24, refletindo uma diminuição de 16,4% na margem financeira, parcialmente compensada pelo aumento nos resultados de contratos de seguros e comissões líquidas.



A carteira de crédito a clientes cresceu 5,4% em relação a dezembro de 2024, atingindo 13.430 milhões de euros, superior à média do mercado, com uma quota de 6,1%. Os depósitos de clientes aumentaram 2,6%, fixando-se em 22.594 milhões de euros, representando 8,1% do mercado.

O banco manteve a melhoria nos rácios de qualidade de ativos, com o rácio bruto de créditos vencidos (NPL) a cair para 4,3%, continuando uma trajetória descendente de longo prazo. Os rácios de capital e liquidez permanecem robustos, com o CET1 em 23,7%, alavancagem em 10%, LCR em 372,3% e NSFR em 172,3%.

O Grupo reforçou ainda a sua posição em dívida sénior e fundos próprios, atingindo um rácio MREL de 29,2%, acima do mínimo exigido, garantindo margem de conforto de 3,41 pontos percentuais.

Em julho, a Moody’s reviu em alta o rating do banco, colocando depósitos de longo prazo em “A3” e dívida sénior em “Baa2”, ambos em níveis de Investment Grade. O banco foi ainda distinguido pela segunda vez consecutiva como “O Banco com Melhor Desempenho em Portugal” pela revista The Banker, do Grupo Financial Times.

De acordo com Sérgio Raposo Frade, Presidente do Grupo Crédito Agrícola, “num semestre marcado por elevada incerteza e com taxas de juro em redução na zona euro, o Grupo Crédito Agrícola continuou a demonstrar a sua capacidade de crescimento, performance e a sua resiliência. O Grupo manteve a implementação da estratégia de melhoria da qualidade dos seus activos — um trajecto reconhecido pela Moody’s, que elevou o Baseline Credit Assessment da Caixa Central em um nível, para ‘baa1’”.

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