A medida está ainda a ser estudada pela banca, mas a Caixa Geral de Depósitos (CGD) já se chegou à frente e irá conceder uma moratória aos seus clientes de crédito à habitação que lhes permitirá durante seis meses adiar o pagamento da parte de capital do crédito, suportando apenas juros.
O alívio real dependerá das condições de crédito de cada família, nomeadamente o valor da prestação mensal atual e o que essa prestação inclui (mais juros ou mais capital). Mas em termos médios, partindo da informação do Instituto Nacional de Estatística (INE), uma eventual moratória sobre o capital permitiria um alívio mensal superior a 200 euros por família, segundo o Expresso.
O alívio efetivo dependerá da situação de cada família, sendo preciso ter em conta que uma moratória não é um perdão: o cliente que peça para não pagar agora a amortização de capital do seu crédito irá mais tarde pagar esse montante (em condições a definir).
Segundo o Governo, a medida, que se encontra em negociação entre a Associação Portuguesa de Bancos e o Banco de Portugal, estará aprovada até final deste mês.
Semelhantes medidas têm sido adotadas em alguns países da União Europeia, nomeadamente nos mais afetados com o surto, como é o caso de Itália, França e Espanha.





