O Deutsche Bank AG divulgou recentemente uma análise onde concluiu que o Credit Suisse Group AG enfrenta um défice de capital de pelo menos 4 mil milhões de francos suíços (4,09 mil milhões de euros, ao câmbio atual) para melhorar a sua solidez financeira, financiar a sua reestruturação e apoiar o crescimento.
O banco suíço está atualmente a fazer uma profunda revisão do negócio, após uma série de escândalos e perdas que põem em causa a capacidade de tentar competir como um banco de investimento global, explica a ‘Bloomberg’, mas a dimensão de qualquer aumento de capital seria seria determinada pela capacidade do banco suíço de vender rapidamente o seu negócio de comércio de produtos securitizados, divisão que o novo director executivo do banco, Ulrich Koerner, está a estudar a reformulação.
“A geração de capital, bem como a redução das empresas, levam tempo e são provavelmente mais carregadas de capital de retaguarda, enquanto que o reforço do capital e o financiamento da reestruturação requerem capital inicial”, escreveram os analistas do Deutsche Bank Benjamin Goy e Sharath Kumar Ramanathan, citados pelo meio de comunicação. “A venda de produtos securitizados tem, na nossa opinião, alguns riscos de execução”.
Se vendesse esse negócio, o Credit Suisse libertaria cerca de 3 mil milhões de francos suíços de capital (cerca de 3,08 mil milhões de euros, ao câmbio atual), segundo a análise. A venda de menos de 100% dos produtos securitizados “reduziria significativamente o benefício do capital”, uma vez que a participação minoritária restante poderia ainda vincular recursos financeiros, escreveram os analistas.
A ‘Bloomberg’ explica ainda que os analistas do Deutsche Bank falam na possibilidade de venda de certas empresas ou participações detidas pela unidade de gestão de ativos do Credit Suisse, embora uma venda da unidade como um todo seja improvável.














