João Gomes Cravinho, ministro dos Negócios Estrangeiros português, falou após encontro dos MNEs da União Europeia (UE), na qual foi acordado o lançamento de uma missão de assistência militar para apoiar até 15 mil efetivos das Forças Armadas ucranianas, perante a invasão russa ao país. Segundo o governante, foi preparado um novo pacote de sanções à Rússia, que será o novo.
No final da reunião, Gomes Cravinho começou por criticar a posição do presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko. “Ficou claro que há um forte apoio da sociedade civil da Bielorrússia à Ucrânia, mas o ditador Lukashenko depende de Putin, portanto tem grande dificuldade em navegar entre o apoio da sua população à Ucrânia e o apoio que ele deve a Putin”, considerou o MNE português.
O governante revelou que, no encontro, a reconquista de Kherson pela Ucrânia esteve em destaque. “A reconquista mostra que a guerra está a andar no sentido desejável neste momento, com a reconquista de territórios ocupados ilegalmente pela Rússia, e isso demonstra a determinação, coragem, força da população e forças armadas. Demonstra que o apoio que estamos a dar é o apoio que a Ucrânia precisa”, considerou.
Gomes Cravinho sublinhou que “as sanções tiveram impacto nestes resultados” conquistados pela Ucrânia, e que por isso a diplomacia da UE está a ultimar um novo pacote de sanções à Rússia, após ter visto esta derrota em Kherson.
“Falou-se de novo pacote de sanções, aquele que será o nono, mas que ainda não cristalizou. Estão previstas sanções sobre mais indivíduos e mais entidades, especialmente financeiras”, adiantou Gomes Cravinho, dizendo que o clima na Ucrânia ainda “é um clima mau, mas também há grande determinação em prosseguir, e a vitória ucraniana em Kherson dá muito alento a essas perspetivas”.
O MNE português adianta também que há novas sanções adotadas contra o Irão e justificou-as: “Por um lado pelo apoio prestado à Rússia, no fornecimento de drones, por outro lado devido à repressão interna, sobretudo contra mulheres, mas contra a população em geral. Repressão que se tem vindo a intensificar nestas semanas, perante protestos legítimos da população”, considerou.
Gomes Cravinho acredita que há mais derrotas russas no horizonte e, consequentemente mais vitórias para a Ucrânia.
“A reconquista tem um impacto simbólico e estratégico-militar. Acreditamos que os revezes para a Rússia não vão parar por aqui”, adiantou o governante.












