João Gomes Cravinho, ex-ministro da Defesa e atual ministro dos Negócios Estrangeiros, está envolvido numa polémica sobre como renovou a carta de condução.
O governante, que estava em 2021 com a carta caducada há sete anos, segundo a lei, teria de voltar a tirar praticamente um novo título de condução. No entanto terá beneficiado de uma nova legislação, que prevê a obrigação de fazer uma ação de formação, e depois novo exame de condução.
Cravinho, segundo relata a CNN Portugal, alugou um carro ao ACP, para fazer o exame de condução a 20 de julho de 2021, altura em que chegava uma denúncia ao Ministério Público que apontava que o então presidente do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, Eduardo Feio, tinha feito tentativas de favorecer o ministro, renovando-lhe a carta de condução, alegadamente através de processos falsificados.
Três semanas depois de Cravinho ter feito o exame de condução, o Departamento de Investigação e Ação Penal (DCIAP) de Lisboa instaurou um inquérito-crime para investigar alegados crimes de abuso de poder e tráfico de influências, com Gomes Cravinho e o ex-presidente do IMT como suspeitos.
Acontece que só um ano e um mês depois de ter feito o exame de condução, e de o MP ter aberto investigação, a 10 de agosto de 2022, é que João Gomes Cravinho fez a ação de formação online a que estava obrigado para renovar a carta de condução.
O governante alega desconhecer as regras e atira todas as responsabilidades para o IMT. “Realizei os procedimentos necessários para a revalidação da carta de condução nos momentos em que fui convocado pela entidade competente”, defendeu Cravinho.
Recorde-se que, no ano passado a PJ fez buscas na sede do IMP, promovidas pelo Ministério Público, que estarão relacionadas com esta investigação.













