A CP – Comboios de Portugal emitiu um comunicado oficial refutando as alegações feitas pela Lohad e pelo seu fundador Gonçalo Castel-Branco, que recentemente anunciaram ter movido uma ação judicial contra a CP, a Fundação Museu Nacional Ferroviário (FMNF) e o chef Chakall, conhecido por Eduardo Andrés López. O litígio refere-se ao alegado roubo e plágio do conceito do projeto de turismo ferroviário “The Presidential Train”, que a Lohad afirma ter sido usurpado e transformado no atual “Comboio Presidencial”.
Resposta da CP às Acusações
A CP esclareceu, através de comunicado envido à Executive Digest, que nunca teve qualquer relação comercial ou parceria com a Lohad. A única conexão existente com Gonçalo Castel-Branco foi através da empresa Trajetórias & Melodias, Lda., e não diretamente com a Lohad. Até ao momento, a CP não foi formalmente notificada de qualquer ação judicial movida pela Lohad, o que a impede de comentar detalhes específicos sobre a ação judicial que não conhece oficialmente. No entanto, a CP assegura que, caso venha a ser notificada, tomará as medidas adequadas em conformidade com a lei.
A CP revelou que o único processo judicial atual é uma ação movida pela própria CP contra a Trajetórias & Melodias, Lda., com o objetivo de recuperar um valor em dívida desde outubro de 2022. A CP acredita que a recente comunicação da Lohad visa desviar a atenção da verdadeira razão do litígio e criar um ruído mediático que confunda a opinião pública.
Defesa do Projeto Comboio Presidencial
A CP reafirma que o Comboio Presidencial é um importante património histórico e cultural. Composto por carruagens centenárias datadas de 1890, o Comboio Presidencial foi restaurado com cuidado nas oficinas da CP e atualmente pertence à Fundação Museu Nacional Ferroviário. Este comboio é uma peça chave da história ferroviária portuguesa e pode ser visitado na maior parte do ano no Museu Nacional Ferroviário.
O projeto do Comboio Presidencial resulta de uma colaboração entre a CP, a Fundação Museu Nacional Ferroviário e o chef Chakall, e tem como objetivo oferecer uma experiência gastronómica que valoriza a cultura e a gastronomia portuguesa. Esta experiência é promovida através de parcerias com 10 quintas do Douro e vários restaurantes regionais.
A CP sublinha que a ideia de criar experiências gastronómicas em comboios não é nova e não é exclusiva de Portugal. Tais experiências são comuns em vários países, incluindo Espanha, onde existem vários exemplos semelhantes. A decisão da CP e da Fundação Museu Nacional Ferroviário de explorar este conceito é uma iniciativa própria, baseada na tradição ferroviária e na capacidade de criar um produto que honra a identidade portuguesa e os compromissos com todos os envolvidos.
A CP afirma que o Comboio Presidencial é um produto original e inovador, desenvolvido com integridade e respeito pelos direitos de propriedade intelectual. A empresa defende que todas as acusações da Lohad são infundadas e que o projeto tem sido bem recebido e é uma adição valiosa à oferta turística de Portugal.
A CP convida o público a comprovar a qualidade do serviço do Comboio Presidencial por si mesmo, adquirindo bilhetes para as próximas viagens. As reservas para a segunda temporada de 2024 e as duas temporadas de 2025 já estão disponíveis no site oficial www.comboiopresidencial.pt, com as primeiras viagens a começarem em setembro.
A CP reitera o seu compromisso com a inovação, a preservação do património nacional e o respeito pelos princípios de conduta empresarial, mantendo a sua posição firme em face das alegações da Lohad.
https://executivedigest.sapo.pt/noticias/caldo-entornado-no-comboio-presidencial-empresa-criadora-do-projeto-original-processa-cp-fundacao-museu-nacional-ferroviario-e-chef-chakall-e-exige-2-milhoes-de-euros/














