CP diz não ter recebido pedido para reunir por parte do sindicato dos revisores

A CP – Comboios de Portugal adiantou hoje não ter recebido qualquer pedido de reuniões para negociações por parte do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), que está em greve, indicou fonte oficial da transportadora à Lusa.

Na sequência da greve que está hoje a suprimir praticamente a totalidade da circulação ferroviária a norte de Pombal (distrito de Leiria), o dirigente do SFRCI António Lemos disse à Lusa que, “tanto da parte da empresa como da parte da tutela”, a estrutura não estava a ter “‘feedback’ absolutamente algum” sobre as reivindicações do sindicato.

Questionada acerca das declarações de hoje do SFCRI, que representa revisores, trabalhadores de bilheteira e chefias intermédias, fonte oficial da CP indicou à Lusa não ter recebido nenhum pedido para reunião.

Todos os comboios urbanos do Porto e Coimbra foram suprimidos entre a meia-noite e as 08:00 de hoje, de acordo com a informação disponibilizada no ‘site’ das Infraestruturas de Portugal (IP), devido à greve dos revisores, situação que se repetiu nas horas seguintes.

O sindicato contesta a “diferença de tratamento” e “falta de equidade” face aos trabalhadores da antiga Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), que foi integrada na CP.

“Valorizaram alguns colegas desses entre 200, 300 e 400 euros e, no nosso caso, estamos a falar de aumentos de oito euros a 12 euros”, alegou o sindicalista, frisando não estar “contra valorizar e enquadrar” os colegas da EMEF.

No dia 13 de junho, a administração da CP esclareceu, em comunicado, que os trabalhadores da empresa tiveram um aumento salarial este ano decorrente da negociação do Acordo de Empresa (AE), mas também em 2018 e 2020, retroativo a janeiro de 2019.

A empresa negociou com todos os sindicatos um novo AE, que foi assinado pela “esmagadora maioria dos sindicatos”, que tem “diversos benefícios para os trabalhadores”, e decorrente do qual se fará o aumento salarial de 0,9% retroativo a janeiro, para todos os trabalhadores de sindicatos aderentes, explica-se na nota, acrescentando-se ser falso que o novo AE piore as condições de trabalho.

A transportadora referiu, também, “que o novo AE de 2022 é globalmente mais favorável do que o anterior AE, lamentando que o SFRCI coloque os seus filiados numa situação que os prejudica, impedindo-os de beneficiarem das vantagens decorrentes deste novo AE que foi assinado pela esmagadora maioria dos sindicatos”.

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