Há diversos fatores que podem aumentar o risco de desenvolver o ‘Covid longo’: além do próprio vírus, ter asma, diabetes de tipo 2 ou condições autoimunes ou ser do sexo feminino potenciam o risco. No entanto, os investigadores alertaram que a exposição prévia a outro coronavírus, por exemplo o que causa uma simples gripe, pode ter um papel importante.
Num estudo realizado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, os autores testaram o sangue de 43 pacientes que tinham artrite ou uma condição semelhante antes da pandemia. Estes pacientes, que mais tarde desenvolveram o ‘Covid longo’ mostraram evidências de uma resposta insatisfatória de anticorpos à Covid-19 mas uma resposta esmagadora ao OC43, um dos vários coronavírus em circulação que causam gripes.
Os pacientes foram, provavelmente, infetados em algum momento das suas vidas antes de serem infetados pela Covid-19, sustentam os cientistas – quando os respetivos sistemas imunológicos foram expostos ao coronavírus SARS-CoV-2, responderam com anticorpos OC43 que, embora semelhantes, estão longe de ser ideais, o que causou inflamações crónicas e outros sintomas do ‘Covid longo’.
Segundo os especialistas, existem várias categorias do ‘Covid longo’ com diferentes gatilhos para cada um: quase 20% dos adultos americanos que tiveram um teste positivo – cerca de 50 milhões de americanos – relataram sintomas prolongados da Covid-19 após o fim da infeção. O ‘Covid longo’ é definido como os sintomas que persistem ou aparecem muito tempo após a infeção inicial ter desaparecido, embora ainda não haja uma definição consensual.
Os coronavírus foram descobertos na década de 1960. Quatro tipos, incluindo OC43, comummente circulam entre humanos e geralmente causam gripes. No entanto, houve três coronavírus adicionais que envolvem sintomas mais graves: MERS (síndrome respiratória do Médio Oriente), que causou uma epidemia em 2012; SARS (síndrome respiratória aguda grave), que causou uma epidemia no início dos anos 2000; e a Covid-19.



