Covid explica 46,5% do aumento de óbitos entre 5 de outubro e 1 de novembro

O maior acréscimo registou-se na região Norte, com exceção da última semana de junho, das primeiras de julho, das últimas de setembro e primeira de outubro em que foi superior na Área Metropolitana de Lisboa.

Sónia Bexiga

Entre 2 de março, data em que foram diagnosticados os primeiros casos com Covid-19 em Portugal, e 1 de novembro, registaram-se 77 249 óbitos em território nacional, mais 8 686 óbitos do que a média, em período homólogo, dos últimos cinco anos, segundo os dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta sexta-feira.

Destes, 29,3% (2 544) foram óbitos por Covid-19. Nas últimas 4 semanas (5 de outubro a 1 de novembro) registaram-se mais 1 132 óbitos do que a média, em período homólogo, de 2015-2019. Nesse período registaram-se 526 óbitos por Covid-19 (46,5%).

Esta análise à  mortalidade em Portugal no contexto da pandemia, mostra ainda que do total de óbitos desde 2 de março a 1 de novembro, 38 262 foram de homens e 38 987 de mulheres, mais 3 732 e 4 953 óbitos, respetivamente, que a média de óbitos no período homólogo de 2015-2019.

Mais de 70% dos óbitos foram de pessoas com idades iguais ou superiores a 75 anos. Comparativamente com a média de óbitos observada em período homólogo de 2015-2019, morreram mais 7 449 pessoas com 75 e mais anos, das quais mais 5 802 com 85 e mais anos.

O INE destaca ainda que o maior acréscimo registou-se na região Norte, com exceção da última semana de junho, das primeiras de julho, das últimas de setembro e primeira de outubro em que foi superior na Área Metropolitana de Lisboa.

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Do total de óbitos registados entre 2 de março e 1 de novembro de 2020, 46 125 ocorreram em estabelecimento hospitalar e 31 124 fora do contexto hospitalar, a que correspondem aumentos de 2 868 óbitos e 5 817 óbitos, respetivamente, relativamente à média de óbitos em 2015-2019 em período idêntico. Mais de 2/3 do acréscimo de óbitos entre 2 de março e 1 de novembro, relativamente à média dos últimos 5 anos, ocorreu fora dos hospitais.

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