Covid-19: Vila Franca de Xira e Gondomar com mais casos do que os confirmados pela DGS, alertam autarcas

Os números de casos reportados pela Direcção Geral da saúde (DGS), tanto na Área Metropolitana do Porto, como na Grande Lisboa, são inferiores aos reais.

Revista de Imprensa

Os números de casos reportados pela Direcção Geral da saúde (DGS), tanto na Área Metropolitana do Porto, como na Grande Lisboa, são inferiores aos reais, avança o ‘JN, que indica que no sábado em Vila Franca de Xira, segundo os dados oficiais, registavam-se 888 pacientes infectados, quando na realidade eram 899, mais 91.

Em Gondomar, o presidente da Câmara, Marco Martins, manifestou a sua falta de confiança na DGS. «Desde o início que a DGS, ao contrário de outras instituições do Ministério da Saúde, tem deixado muito a desejar. Há cerca de um mês que não reporta novos casos em Gondomar e tem havido evolução no concelho, embora seja um número pequeno”», afirma citado pelo ‘JN’.

O autarca indica que desde 9 de Junho, registaram-se mais 20 infectados no município, mas no quadro da DGS esses número nunca mais foi actualizado. O mesmo acontece com o presidente da Trofa, Sérgio Humberto, que revela que existem mais 30% dos casos do que os confirmados oficialmente. «É lamentável», disse à mesma publicação.

Apesar da diferença de números e dos rumores de eventuais omissões, as unidades de saúde garantem que estão a dar o seu máximo para reportar todos os números da pandemia ao SINAVE, a plataforma que serve de base para os relatos da DGS, visto que é através dela que os casos e mortes são reportados.

A DGS garantiu, no relatório de situação de domingo, que «está a realizar a verificação de todos os dados com as autoridades locais e regionais de saúde», e que, o quadro das novas infecções por concelho não será actualizado, «enquanto o trabalho não estiver concluído», o que se espera que aconteça «nos próximos dias».

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De recordar que já no sábado o ‘Expresso’ tinha avançado que a DGS não estaria a contabilizar todos os casos do novo coronavírus, visto que existem laboratórios e médicos que não registam todos os positivos. A mesma publicação dá conta da existência de muitos profissionais que colocam em risco a veracidade dos dados epidemiológicos.

Contudo, o organismo apressou-se a reagir dizendo, num comunicado enviado às redacções, que mantém «uma relação de rigor e transparência nos relatórios diários, comunicações, conferências e entrevistas», e que «continua a apostar na inovação e sustentabilidade dos seus sistemas de informação e análise para fazer frente aos desafios das emergências de Saúde Pública».

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