O investigador João Paulo Gomes, do Instituto Ricardo Jorge (INSA), estima que atualmente a variante britânica da Covid-19 tenha sido identificada em 80% dos casos da doença em Portugal. Na reunião do Infarmed o responsável analisou esta matéria.
“Quase todos os países deverão ter uma prevalência de perto 100% da variante do Reino Unido”, começa por referir o responsável dizendo que “em Portugal, a prevalência era de 70%”, contudo “penso que a estimativa está um pouco por baixo, porque de acordo com os dados de sequenciação que vamos obtendo, estima-se que neste momento a variante do Reino Unido esteja já em mais de 80% dos casos de Covid-19”, afirmou.
Sobre a variante da África do Sul, o especialista indica que neste momento foram 24 casos identificados em Portugal, “um número relativamente modesto quando comparado com os apresentados por países como a Bélgica, Reino Unido, França”.
Assim, o responsável sublinha “a importância no controlo de fronteiras a partir desta altura, estamos a desconfinar, como os outros países também estão”, alerta. “A situação epidemiológica de Portugal depende fortemente da situação epidemiológica de outros países, daí a importância de haver um forte e eficaz controlo fronteiriço, percebendo qual a origem dos passageiros que chegam ao nosso país”, alerta.
“A última coisa que queremos é que se repita aquilo que aconteceu com a variante do Reino Unido, que entrou no nosso país, com múltiplas reproduções, espalhou-se e dentro de algumas semanas estará com certeza acima dos 90%”, afirma João Paulo Gomes.
Sobre a variante de Manaus (Brasil), há até à data 16 casos, um número também “muito distante” dos de outros países, “daí ser tão importante o controlo de fronteiras”, volta a reforçar o responsável.














