Covid-19. Vai ser preciso um passaporte de saúde para viajar?

Países com praias que são fortes destinos de férias estão a ultimar planos para o que poderá ser a época alta.

Revista de Imprensa

Países com praias que são fortes destinos de férias estão a ultimar planos para o que poderá ser a época alta, revela o “Público”.

De acordo com o jornal, a Grécia pondera receber estrangeiros desde que tenham um «passaporte de saúde», com teste negativo à Covid-19. O país, escreve o “Público”, quer capitalizar com os seus números baixos de casos do novo coronavírus entre os países europeus e tentar ter uma época turística mais curta, mas aberta a estrangeiros.

O ministro do Turismo grego, Harry Theoharis, citado pelo jornal, disse que o objectivo é ter uma espécie de «passaporte de saúde» para os turistas. O responsável explica que é preciso, no entanto, coordenação europeia e que os testes à Covid-19 sejam seriam feitos nos países de origem dos turistas, antes da viagem: «Os vários países teriam de concordar em práticas seguras de entrada, e já pedi à comissão Europeia para ajudar a ter estes protocolos».

Enquanto isso, Itália e Espanha – países duramente atingidos pela pandemia – debatem férias de proximidade com regras apertadas nas praias. A época balnear será virada para o mercado interno.

No país vizinho, por exemplo, estão a ser equacionados planos que passam por viagens em comboios e aviões a 30% da sua capacidade ou estabelecimento de turnos para ir à praia.

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Na Andaluzia, o chefe do governo regional Juan Manuel Moreno defendeu a abertura das praias, restaurantes e hotéis, mas vincou que deve ser respeitada a distância social de segurança. Numa entrevista ao canal “Tele 5”, citado pelo “Público”, propôs, por isso, que a polícia local ou autonómica ficasse encarregue de vigiar as praias.

Em Itália, a empresa italiana Nuovaneon propôs cubículos de plástico transparente para isolar quem queira estar na praia, feitos de policarbonato ou acrílico. Mais tarde, disse à agência “France Press” (AFP) que já recebeu inúmeros pedidos de informação de hotéis e aguarda as normas oficiais para o acesso às praias.

A presidente da Câmara de Riccione, no Adriático, pretende tentar reabrir as praias na segunda metade de Junho, com menos chapéus-de-sol e menos bares e esplanadas. Na ilha de Albarela, ao largo de Veneza, a entidade que gere as praias concessionadas tem um plano de reabertura: praias abertas apenas sob reserva, espaços distanciados e até um cargo de «gestor de Covid-19», adianta o suplemento de viagens do jornal “Corriere della Sera”, citado pelo “Público”.

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Por outro lado, na Alemanha, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Heiko Maas, já veio alertar que «não vai haver uma época turística normal este ano».

Portugal regista já 22.353 casos de infecção pelo novo coronavírus, mais 371 do que ontem, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde, divulgado nesta quinta-feira, que dá conta de 820 vítimas mortais (+35).

O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 190 mil mortos e infectou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios, com mais de 708 mil doentes considerados curados.

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