Covid-19: Vacinas são seguras para grávidas e reduzem em 15% risco de mortes à nascença, mostra nova análise

Os médicos sublinharam a importância das vacinas contra Covid-19 para grávidas, depois de uma grande análise britânica ter descoberto que as injeções não só são seguras, como também reduzem o risco de mortes à nascença em 15%.

Simone Silva

Os médicos sublinharam a importância das vacinas contra Covid-19 para grávidas, depois de uma grande análise britânica ter descoberto que as injeções não só são seguras, como também reduzem o risco de mortes à nascença em 15%.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Segundo o ‘The Guardian’, investigadores do St George’s, da Universidade de Londres, e do Royal College of Obstetricians and Gynecologists analisaram 23 estudos e ensaios publicados que envolveram 117.552 grávidas vacinadas contra a Covid-19, para avaliar a segurança das vacinas.

A grande maioria das mulheres recebeu as vacinas Pfizer ou Moderna, que ofereceram 89,5% de proteção contra a infeção por Covid-19, sete dias após a segunda dose. Não houve evidência de maior risco de aborto espontâneo, parto prematuro ou outras complicações da gravidez.

“Queríamos ver se a vacinação era segura ou não para grávidas”, disse Asma Khalil, professora de obstetrícia e medicina fetal materna no hospital St George, em Londres. “É seguro, mas o que é surpreendente, e é uma descoberta positiva, é que houve uma redução nos nado-mortos.”

“Até agora, a maioria dos dados sobre vacinas na gravidez focou-se em proteger a própria gestante da Covid-19. Agora temos evidências de que as vacinas também protegem o bebé”, acrescentou. Os resultados foram publicados na ‘Nature Communications’.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Quase todas as grávidas internadas em hospitais do Reino Unido para tratamento de Covid-19 não são vacinadas. E enquanto a aceitação da vacina neste público aumentou de 23% em agosto para 54% no final do ano passado, os médicos acreditam que milhares ainda não foram vacinadas.

Em dezembro, o órgão de vigilância de vacinas do governo do Reino Unido, o Comité Conjunto de Vacinação e Imunização, tornou as grávidas um grupo prioritário para vacinas, depois de estudos terem concluído que estas tinham maior probabilidade de adoecer gravemente se contraíssem Covid-19 durante a gravidez.

A infeção também está ligada a um maior risco de nado-mortos e parto prematuro. As vacinas parecem reduzir o risco de mortes à nascença, protegendo contra doenças graves, mas o estudo encontrou apenas indícios de que a vacina também reduzia os nascimentos prematuros.

“A melhor maneira de proteger as grávidas e os seus bebés é tomar a vacina contra a Covid-19”, disse Khalil. “Mesmo que uma mulher grávida pense que ficará bem se contrair Covid, que será ligeiro para ela, há uma vantagem potencial para o bebé”, acrescentou.

Edward Morris, presidente do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, disse que o artigo oferece mais garantias de que a vacinação contra a Covid-19 é segura na gravidez.

Continue a ler após a publicidade

“Sabemos que as mulheres hesitam em tomar a vacina devido a preocupações com o efeito nos bebés. Agora temos fortes evidências para mostrar que a vacina não aumenta o risco de resultados adversos e é a melhor maneira de proteger as mulheres e os bebés”, sublinhou.

O responsável acrescentou: “Recomendamos que todas as mulheres grávidas tomem a vacina Covid-19 e a vacina de reforço. O vírus ainda é prevalente e, se o contrair durante a gravidez, corre um risco maior de doença grave”.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.