Portugal vai aguardar luz verde da Agência Europeia do Medicamento para a vacinação de crianças abaixo dos 5 anos, apesar da hipótese ainda não estar em cima da mesa da Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19. Válter Fonseca, coordenador da comissão, não exclui este cenário, admitindo que a vacinação contra a Covid-19 possa evoluir nesse sentido.
“Claro que há vários cenários em aberto sobre como vamos organizar a vacinação daqui para a frente que estão naturalmente a ser equacionados”, explicou Válter Fonseca, reforçando: “As decisões sobre vacinação, sobretudo em idade pediátrica, são tomadas em função do melhor interesse da criança.”
Quanto à administração da segunda dose para crianças dos 5 aos 11 anos que arranca este fim de semana, Válter Fonseca deixou uma mensagem de confiança: “Há milhões de crianças vacinadas em todo o mundo e aquilo que se verifica é que as vacinas são efetivamente seguras.”
Em Portugal, foram registadas 57 reações adversas às vacinas, mas o coordenador da comissão técnica desvalorizou. “Há algumas reações adversas extraordinariamente raras e mesmo quando ocorrem, são ligeiras e de resolução rápida e completa”, assegurou, garantindo que a vacina “confere proteção para podermos enfrentar com mais segurança uma infeção que está ainda em fase de pandemia”.
Já em relação às crianças que nesta fase não estão elegíveis para a vacina por terem estado infetadas com o vírus SARS-CoV-2 há pouco tempo, a recomendação é para que só recebam a primeira dose ou completem o esquema vacinal três meses depois da infeção. “Este foi intervalo recomendado pela Comissão Técnica de Vacinação e adotado pela Direção-Geral da Saúde como o intervalo que melhor equilibra o benefício da vacinação e a sua segurança”, revela Válter Fonseca.












