Covid-19: Vacinação em Portugal começa em janeiro. Conheça os grupos prioritários

Veja aqui em direto a apresentação do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19:

Marta Temido garante vacina gratuita e universal

A ministra da saúde, Marta Temido, disse esta quinta-feira na apresentação do Plano nacional de Vacinação contra a Covid-19, que Portugal terá mais de 22 milhões de doses de vacinas disponíveis num «amplo portefólio» de escolhas e opções terapêuticas.

Na sequência da aprovação das várias vacinas pelo órgão europeu, que se prevê que aconteça entre Dezembro e janeiro, a ministra indica que «Portugal cumpre o primeiro cenário: vacinas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), de caracter universal e gratuito, disponibilizadas em vários pontos do SNS, numa primeira fase, depois expansíveis a outros pontos do sistema».

Rui Ivo explica processo

De seguida, o Presidente do Infarmed, Rui Ivo, explica o processo que levou a este plano e que «resulta de uma estratégia coordenada com os ministros da saúde da União Europeia», que tem como objetivos garantir a qualidade da vacina, o seu acesso em tempo útil e também que todos tenham acesso equitativo assim que estiverem reunidas as condições de aprovação.

O responsável recorda que existem seis acordos de vacinas já concluídos com a UE: AstraZeneca (300 milhões para a UE e 6,9 milhões para Portugal); Sanofi (300 milhões para UE mas ainda não estão definidas doses para Portugal); a Johnson & Johnson (200 milhões para a UE e 4,5 milhões para Portugal); Biontech/Pfizer ( 200 milhões para a UE e 4,5 milhões para Portugal); CureVac (225 milhões para a UE e 5 milhões para Portugal e Moderna (80 milhões para a UE e 1,8 milhões para Portugal).

Sobre as duas últimas vacinas, o responsável refere que já estão numa fase final esperando-se que sejam aprovadas em breve. As restantes estão em fases mais tardias.

Para além disso, foi criada uma rede «com um conjunto de canais próprios para este efeito, de forma garantir um alinhamento, sempre coma preocupação de garantir a robustez do processo de vacinação», afirma Rui Ivo.

A avaliação dos medicamentos, segundo o responsável, teve por base um aconselhamento cientifico entre as autoridades e as empresas fabricantes, algo que permitiu encurtar o processo, passando à fase final em que algumas vacinas se encontram.

Rui Ivo indica que terá de ser feita uma monitorização, através do Infarmed, para analisar as populações, os públicos-alvo, quem deve receber a vacina, tudo com base nos critérios que habitualmente usam para qualquer outro medicamento, explica o responsável.

Grupos prioritários/ 3 fases do Plano de Vacinação:

De seguida, Francisco Ramos coordenador da task force de vacinação, dá mais detalhes sobre este plano de vacinação em Portugal. Os objetivos passam, por reduzir a mortalidade e os internamentos em unidades de cuidados intensivos; controlar surtos nas populações mais vulneráveis e minimizar o impacto nos serviços de saúde.

O responsável refere que a existência comorbidades é um fator importante na vacinação, por isso o primeiro conjunto de prioritários são pessoas com 50 ou mais anos e patologias mais frequentes nos casos graves da doença; os residentes em lares e internados em unidades continuados, bem como os respetivos profissionais e, ainda,  profissionais de saúde diretamente envolvidos (e forças de segurança).

«A estimativa é que estejamos a falar de 950 mil pessoas nesta primeira fase: 400 mil pessoas no grupo das comorbidades existentes; 250 mil no grupo dos residentes em lares, internados e respetivos profissionais e 300 mil no conjunto de profissionais de saúde», afirma.

Numa segunda fase, anuncia o responsável, dividem-se dois grupos: pessoas com 65 ou mais anos e sem qualquer outra patologia e entre os 50 e os 64 anos, aqui com alargamento das patologias pré-existentes, como diabetes, doença renal crónica, insuficiência hepática, obesidade, hipertensão, entre outras.

Já para a segunda fase, estimam-se 1,8 milhões de pessoas com mais de 65 anos e cerca de 900 mil pessoas no grupo das patologias pré-existentes», indica.

Depois Francisco Ramos fala ainda numa terceira fase, que diz respeito ao resto da população, afirma ressalvando: «Se de facto conseguirmos confirmar o que está previsto e o ritmo for mais lento, poder-se-á criar novos grupos prioritários».

Arranque da vacinação em Janeiro

Posto isto, o responsável revela que «em Janeiro começará a vacinação dos portugueses», tal como acontece de forma geral na Europa, contudo ainda não se sabe o dia certo. Numa perspetiva otimista, o responsável revela que esta primeira fase provavelmente durará entre Janeiro e Fevereiro, podendo durar até Março, ou num cenário mais pessimista até Abril.

«A segunda fase dependerá da mesma condicionante no final da primeira, mas a perspetiva é que após o primeiro trimestre, em que na prática temos garantidas dois milhões de doses de vacinas, esse número suba no segundo trimestre e tenhamos condições para que nos mesmos três meses se consigam vacinar muitas mais pessoas», afirma.

No que respeita à administração das vacinas na primeira fase serão vacinadas 950 mil pessoas, das quais 400 mil nos cerca de 1200 postos de vacinação do SNS, isto porque os 250 mil residentes em lares e unidades de cuidados continuados serão vacinados nesses locais. No caso dos profissionais de saúde cabe às entidades onde trabalham administrar as vacinas.

Nas fases seguintes ainda não há um plano definido, tudo depende da evolução da situação, explica Francisco Ramos. «É um processo que tem de ter um registo com capacidade de monitorizar todo o processo, temos de saber quem foi vacinado e que quem toma a primeira dose fica já com a segunda marcada», refere.

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