A vacina russa, Sputnik V, ou pelo menos alguns dos seus componentes, podem vir a ser produzidos em Portugal, mais concretamente na cidade de Sintra, avança o ‘Público’.
Segundo o jornal, o Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, foi intermediário entre o Fundo de Investimento Direto Russo, que faz a exploração comercial da vacina em solo português e o Governo, colocando na equação a empresa Hikma, com sede em Sintra desde o início dos anos 90.
O diretor-geral da empresa, Riad Mishlawi, residente em Cascais há 20 anos, confirmou ao ‘Público’ que a Hikma está «disponível para vir a fazer parte da solução e ajudar Portugal se for essa a vontade do Governo português e obtiver as devidas licenças do Infarmed», para que seja possível produzir a vacina.
No entanto, para alcançar esse objetivo, explica, é necessário que a empresa adquira novos equipamentos, o que poderia ser feito em meses. A Hikma é uma das maiores produtoras de medicamentos injetáveis em Portugal, tendo investido cerca de 30 milhões de euros na expansão da fábrica de Sintra em 2019.
Esta empresa, é uma das 11 que Portugal identificou no leque das que podem dar importantes contributos para aumentar a produção de vacinas, adianta a mesma publicação.
Segundo o primeiro-ministro, António Costa, «em Portugal identificámos um conjunto de 11 empresas, que podem dar contributo para o processo de produção de vacinas, infelizmente nenhuma na produção desta vacina propriamente dita, mas podem contribuir para a fase final do enchimento dos frascos», disse ontem no final do Conselho de Ministros.
Carlos Carreiras já tinha anunciado num artigo publicado no jornal ‘Inevitável’ que a Câmara de Cascais, «em completa articulação com o Governo», tinha garantido «a compra e inclusive a cedência de uma patente que já apresenta excelentes resultados de imunização numa população vastíssima». Segundo o ‘Público’, o autarca referia-se à vacina russa.














