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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Lei Laboral: Governo volta hoje a reunir com parceiros sociais e redução de feriados pode voltar à discussão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 06:15:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A revisão do Código do Trabalho é apontada como um dos temas que poderá dominar a reunião, podendo também regressar à discussão outras medidas relacionadas com a organização do trabalho, entre elas a eventual redução do número de feriados obrigatórios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo reúne esta quarta-feira com as confederações patronais e as centrais sindicais numa nova sessão da Comissão Permanente da Concertação Social, um encontro convocado poucos dias depois do chumbo parlamentar da reforma laboral. A revisão do Código do Trabalho é apontada como um dos temas que poderá dominar a reunião, podendo também regressar à discussão outras medidas relacionadas com a organização do trabalho, entre elas a eventual redução do número de feriados obrigatórios.</p>
<p>A convocatória para esta reunião foi enviada pelo Governo no final de junho às quatro confederações empresariais e às duas centrais sindicais, depois de a proposta de reforma laboral ter sido rejeitada na Assembleia da República, com o Chega a juntar-se aos partidos da esquerda para inviabilizar o diploma. O encontro realiza-se no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, e representa a primeira reunião da Concertação Social desde o fracasso da revisão da legislação laboral.</p>
<p>A última reunião entre Governo e parceiros sociais decorreu no início de maio e encerrou um longo processo negocial sobre mais de uma centena de alterações ao Código do Trabalho. Na altura, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, reconheceu que não tinha sido possível alcançar um entendimento e anunciou que o Executivo avançaria com a proposta para o Parlamento. Contudo, poucos dias depois, a iniciativa acabou por ser rejeitada pelos deputados.</p>
<p>Apesar desse desfecho, o Governo já deixou claro que não considera encerrada a discussão sobre a reforma laboral. Durante o congresso nacional do PSD, realizado no passado fim de semana, Maria do Rosário Palma Ramalho afirmou que o processo deverá voltar a ser retomado, assegurando: &#8220;Se bem conheço [o primeiro-ministro, Luís Montenegro], lá iremos outra vez fazer esta e outras reformas.&#8221;</p>
<p>Também do lado das confederações empresariais têm sido renovados os apelos para que a revisão da legislação laboral prossiga. A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) considera que &#8220;uma nova lei laboral continua a ser essencial&#8221;, enquanto a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) defende que, sem alterações, Portugal continuará a ser &#8220;um país sem instrumentos para dar uma vida melhor à generalidade das famílias e sem capacidade de reter os jovens mais talentosos&#8221;.</p>
<p>Entre os temas que poderão voltar à mesa das negociações está igualmente a redução do número de feriados obrigatórios, uma medida que, embora não conste oficialmente da agenda desta reunião, já fez parte de anteriores processos de concertação social. Em 2012, durante o Governo liderado por Pedro Passos Coelho, o Executivo propôs a eliminação dos feriados de 5 de Outubro e 1 de Dezembro, procurando cumprir o compromisso assumido com os parceiros sociais de reduzir entre três e quatro feriados obrigatórios para reforçar a competitividade da economia.</p>
<p>Na altura, o então ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, justificou a escolha destes dois feriados civis afirmando que &#8220;não haveria muito mais alternativas&#8221;, uma vez que o Governo não pretendia eliminar os feriados de 25 de Abril, 1 de Maio nem 10 de Junho, data que pretendia, inclusivamente, transformar numa celebração nacional mais ampla.</p>
<p>A proposta surgiu depois de a Igreja Católica ter condicionado a eliminação de feriados religiosos à existência de uma redução equivalente dos feriados civis. Segundo Álvaro Santos Pereira, &#8220;para a Igreja Católica era muito importante haver simetria, e nós concordámos que fazia sentido haver simetria na eliminação de feriados civis e religiosos&#8221;. Coube posteriormente à Comissão Paritária da Igreja definir quais os dois feriados religiosos a eliminar ao abrigo da Concordata.</p>
<p>Embora esse processo tenha ocorrido há mais de uma década e as alterações tenham sido posteriormente revertidas, a discussão sobre os feriados continua a ser frequentemente associada às negociações em sede de Concertação Social sempre que são debatidas medidas destinadas a aumentar a produtividade ou introduzir alterações na legislação laboral.</p>
<p>Até ao início da reunião de hoje, o Governo mantém em aberto os assuntos que pretende discutir com sindicatos e associações empresariais. Além da eventual retoma da reforma laboral, fontes ouvidas anteriormente pelo ECO admitiram que a formação profissional poderá igualmente integrar os trabalhos, embora vários interlocutores considerem que insistir já na revisão do Código do Trabalho poderá revelar-se prematuro, tendo em conta o recente chumbo parlamentar da proposta.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789186]]></sapo:autor>
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		<title>Matrículas do 10.º e 12.º anos arrancam hoje com prazo alargado após adiamento das notas dos exames nacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 06:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As matrículas e renovações de inscrição para os alunos do 10.º e 12.º anos do ensino secundário arrancam esta quarta-feira, com um calendário alargado decidido pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As matrículas e renovações de inscrição para os alunos do 10.º e 12.º anos do ensino secundário arrancam esta quarta-feira, com um calendário alargado decidido pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). O prolongamento do prazo, anunciado na terça-feira através de despacho publicado em Diário da República, permite que os estudantes disponham de mais tempo para concluir o processo depois de conhecerem os resultados dos exames nacionais.</p>
<p>De acordo com o novo calendário, as matrículas decorrem entre 15 e 24 de julho, substituindo o prazo inicialmente previsto. A alteração surge na sequência do adiamento da divulgação das classificações dos exames nacionais, motivado pelos constrangimentos registados no processo digital de correção das provas, que afetaram tanto os exames finais do ensino secundário como as provas finais de Matemática do 9.º ano.</p>
<p>Com a divulgação das classificações marcada para sexta-feira, 17 de julho, o Governo pretende garantir que os alunos e as respetivas famílias possam tomar decisões informadas relativamente à matrícula ou renovação da inscrição, já na posse dos resultados das avaliações externas. O ajustamento do calendário procura, assim, evitar que o processo administrativo decorra antes de serem conhecidas as classificações que poderão influenciar o percurso escolar dos estudantes.</p>
<p>Entretanto, os professores continuam a concluir a classificação das provas realizadas na primeira fase dos exames nacionais, um processo que sofreu vários atrasos devido às verificações adicionais realizadas pelo MECI na sequência de problemas identificados na digitalização de algumas provas. Paralelamente, o Ministério já confirmou que os resultados dos pedidos de reapreciação das provas finais do ensino básico e dos exames nacionais da primeira fase serão divulgados no próximo 7 de agosto.</p>
<p>Com este prolongamento do prazo de matrícula, o Ministério da Educação pretende assegurar que todos os alunos do 10.º e 12.º anos dispõem do tempo necessário para concluir a inscrição no ensino secundário depois de conhecerem as respetivas classificações, adaptando o calendário escolar aos atrasos verificados no processo de avaliação externa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_744575]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndio em sete armazéns de várias empresas em Sobrosa, Paredes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 05:54:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um incêndio em Sobrosa, Paredes, deflagrou hoje num armazém, alastrando a outros seis, e às 06:30 ainda estava ativo, disse fonte da Proteção Civil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um incêndio em Sobrosa, Paredes, deflagrou hoje num armazém, alastrando a outros seis, e às 06:30 ainda estava ativo, disse fonte da Proteção Civil.</P><br />
<P>Fonte do Comando Sub-Regional da Área Metropolitana do Porto disse que não há vítimas deste fogo, na rua da Estrada, cujo alerta foi dado às 04:41. </P><br />
<P>&#8220;O fogo começou num armazém e depois alastrou a outros seis contíguos, que são de proprietários diferentes. Não há registo de vítimas e a esta hora [06:30] o incêndio continua ativo&#8221;, adiantou.</P><br />
<P>ÀS 06:40 estavam no local 41 operacionais de várias corporações de Bombeiros, apoiados por 14 veículos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789385]]></sapo:autor>
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		<title>Ex-ministros do Nepal condenados por fraude ligada a emigração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 05:50:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A justiça nepalesa condenou dois ex-ministros e outras 14 pessoas a penas de prisão por terem extorquido dinheiro a cidadãos, prometendo-lhes residência no estrangeiro como refugiados, anunciou hoje um tribunal local.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A justiça nepalesa condenou dois ex-ministros e outras 14 pessoas a penas de prisão por terem extorquido dinheiro a cidadãos, prometendo-lhes residência no estrangeiro como refugiados, anunciou hoje um tribunal local.</P><br />
<P>O antigo vice-primeiro-ministro Top Bahadur Rayamajhi foi condenado terça-feira a quatro anos de prisão e ao pagamento de 40.000 rupias (228 euros). </P><br />
<P>O ex-ministro do Interior Bal Krishna Khand recebeu uma pena de dois anos de prisão e 20.000 rupias (114 euros) de multa, segundo Shiva Katiwada, porta-voz do tribunal distrital de Katmandu.</P><br />
<P>Rayamajhi foi considerado culpado de crimes contra o Estado, fraude e associação criminosa, enquanto Khand foi condenado por cumplicidade, num veredicto proferido na semana passada.</P><br />
<P>No início da década de 1990, mais de 100.000 pessoas de origem nepalesa fugiram do Butão &#8212; cerca de um sexto da população &#8212; depois de o reino budista ter tornado obrigatório o uso do traje nacional e restringido a utilização da língua nepalesa.</P><br />
<P>Os Lhotsampas, butaneses de língua nepalesa, foram privados de direitos civis quando o rei introduziu em 1985 a política &#8220;Uma nação, um povo&#8221;. Muitos exilados foram colocados em campos de refugiados no Nepal.</P><br />
<P>Entre 2007 e 2018, foi implementado um programa de reinstalação em países terceiros, enviando refugiados para os Estados Unidos, Europa ou Austrália, entre outros destinos.</P><br />
<P>O esquema fraudulento que envolvia os ex-ministros começou após o fim desse programa. Os acusados terão extorquido grandes quantias a cidadãos nepaleses, prometendo fazê-los passar por refugiados para que pudessem emigrar.</P><br />
<P>Segundo os meios de comunicação locais, centenas de pessoas foram vítimas da manobra, afirmando que os burlões lhes retiraram o dinheiro sem qualquer ajuda posterior.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789384]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Deputado do Chega Pedro Frazão conhece hoje sentença no caso de alegada difamação de José Manuel Pureza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 05:45:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal Criminal de Lisboa lê esta quarta-feira a sentença do processo em que o deputado do Chega Pedro Frazão é acusado de difamar José Manuel Pureza, atual coordenador do Bloco de Esquerda, através de publicações nas redes sociais divulgadas em 2021. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal Criminal de Lisboa lê esta quarta-feira a sentença do processo em que o deputado do Chega Pedro Frazão é acusado de difamar José Manuel Pureza, atual coordenador do Bloco de Esquerda, através de publicações nas redes sociais divulgadas em 2021. A leitura da decisão está marcada para as 13h30, depois de ter sido adiada na semana passada devido à necessidade de juntar novos elementos ao processo.</p>
<p>O adiamento ocorreu na sessão inicialmente destinada à leitura da sentença, quando o juiz determinou que fosse anexada aos autos a identificação civil de José Manuel Pureza, com o objetivo de confirmar a sua data de nascimento e, consequentemente, a idade que tinha à data das publicações em causa. A diligência pretende esclarecer se o dirigente bloquista tinha efetivamente 62 anos quando Pedro Frazão publicou um comentário onde questionava: &#8220;Quem será o nojento de 62 anos?&#8221;.</p>
<p>Como a documentação adicional passou a integrar o processo, foi concedido prazo para que o arguido, o Ministério Público e o assistente se pronunciassem sobre os novos elementos, o que levou ao adiamento da leitura da sentença para esta quarta-feira.</p>
<p>Segundo a acusação do Ministério Público, a que a agência Lusa teve acesso, o processo centra-se numa publicação feita por Pedro Frazão nas redes sociais, na qual o deputado do Chega lançou a suspeita de que José Manuel Pureza, então vice-presidente da Assembleia da República, poderia ter cometido um &#8220;crime contra a liberdade e autodeterminação sexual&#8221; envolvendo &#8220;uma jovem militante/simpatizante&#8221; do Bloco de Esquerda.</p>
<p>Na publicação, Pedro Frazão escreveu &#8220;Já não há Pureza no Bloco de Asquereza? #MeToo&#8221;, acrescentando posteriormente, num comentário, a pergunta &#8220;Quem será o nojento de 62 anos?&#8221;. Para o Ministério Público, o deputado atuou com pleno conhecimento da identidade da pessoa visada, considerando que &#8220;tinha perfeita consciência&#8221; de que José Manuel Pureza integrava os órgãos dirigentes do Bloco de Esquerda, tinha sido eleito deputado por aquele partido e possuía 62 anos de idade à data dos factos.</p>
<p>A decisão que hoje será conhecida colocará um ponto final no julgamento deste processo, determinando se o tribunal considera provada a acusação de difamação imputada ao deputado do Chega relativamente às publicações dirigidas a José Manuel Pureza.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789158]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Moçambique avança com regulamentação para jogos de azar online</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 05:43:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Moçambique vai passar a contar com um regime jurídico específico para jogos de fortuna ou azar online, visando regular a atividade em plataformas digitais e diferenciá-la dos casinos físicos, num contexto de queda das receitas fiscais do setor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Moçambique vai passar a contar com um regime jurídico específico para jogos de fortuna ou azar online, visando regular a atividade em plataformas digitais e diferenciá-la dos casinos físicos, num contexto de queda das receitas fiscais do setor.</P><br />
<P>A medida foi aprovada esta terça-feira em Conselho de Ministros, com o novo Regulamento de Exploração e Prática de Jogos de Fortuna ou Azar através de suportes eletrónicos ou informáticos, conforme explicou, depois da reunião semanal, o porta-voz do órgão, Inocêncio Impissa.</P><br />
<P>O diploma estabelece o regime jurídico aplicável à exploração e prática de jogos de fortuna ou azar online, enquanto modalidade praticada à distância através de plataformas eletrónicas, sistemas informáticos ou outros meios digitais de acesso remoto.</P><br />
<P>O regulamento define igualmente o regime de concessão aplicável à exploração desta atividade, reconhecendo os jogos online como uma modalidade autónoma, independente e sujeita a requisitos próprios, distintos das concessões atribuídas a casinos físicos.</P><br />
<P>A decisão surge numa altura em que o próprio Governo tem associado a expansão dos jogos online à redução das receitas fiscais provenientes dos casinos.</P><br />
<P>Dados da execução orçamental de 2025 do Ministério das Finanças, noticiados anteriormente pela Lusa, indicam que o Estado arrecadou 359,5 milhões de meticais (4,8 milhões de euros) com impostos pagos pelos casinos, valor correspondente a apenas 54% dos 666,1 milhões de meticais (8,8 milhões de euros) previstos para aquele ano.</P><br />
<P>O desempenho representou ainda uma redução de 7,3% face aos 387,7 milhões de meticais (5,1 milhões de euros) cobrados em 2024, ano em que o Governo tinha inscrito no Orçamento uma meta de 1.235 milhões de meticais (16,4 milhões de euros), mas arrecadou apenas 34% desse valor.</P><br />
<P>No relatório de execução orçamental de 2025, o Ministério das Finanças justificou o fraco desempenho deste imposto com o &#8220;aumento significativo de jogos &#8216;online'&#8221;, fenómeno que, segundo o documento, reduziu a afluência de jogadores aos casinos.</P><br />
<P>Moçambique conta atualmente com concessões de casinos e salas de máquinas em cidades como Maputo, Matola, Beira, Tete, Nampula e Pemba, empreendimentos que, segundo dados divulgados anteriormente pelo Governo, envolveram investimentos privados de cerca de 36 milhões de dólares (31,2 milhões de euros).</P><br />
<P>De acordo com a Direção Nacional de Jogos de Fortuna ou Azar, a atribuição de concessões para casinos obriga a um capital social mínimo equivalente a 2,7 milhões de dólares (2,3 milhões de euros), bem como a investimentos de pelo menos 5,5 milhões de dólares (4,7 milhões de euros) nos primeiros cinco anos de atividade.</P><br />
<P>As concessionárias estão sujeitas ao pagamento do Imposto Especial sobre o Jogo, calculado sobre as receitas brutas da exploração, com taxas que variam entre 20% e 35%, em função da duração da concessão.</P><br />
<P>Além disso, devem pagar Imposto do Selo correspondente a 50% do preço dos bilhetes de entrada nos casinos, beneficiando, contudo, de isenções sobre outros impostos incidentes sobre os lucros da exploração do jogo e sobre direitos de importação de equipamentos destinados exclusivamente à atividade.</P><br />
<P></P><br />
<P>PVJ //</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789383]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Barragem de Girabolhos avança hoje: Governo lança concurso público para obra aguardada há quase 20 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 05:30:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A cerimónia decorre em Gouveia e conta com a presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, bem como de representantes dos municípios diretamente abrangidos pelo empreendimento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O projeto da Barragem de Girabolhos, uma das infraestruturas hidráulicas mais aguardadas da região Centro e sucessivamente adiada ao longo de quase duas décadas, entra esta quarta-feira numa nova fase com o lançamento oficial do concurso público para a atribuição da concessão destinada à captação de água, produção de energia hidroelétrica, conceção, construção, exploração e conservação da futura infraestrutura. A cerimónia decorre em Gouveia e conta com a presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, bem como de representantes dos municípios diretamente abrangidos pelo empreendimento.</p>
<p>O concurso público marca um passo decisivo para um projeto integrado no Empreendimento Hidráulico de Fins Múltiplos de Girabolhos, considerado pelo Governo uma infraestrutura estratégica no âmbito da estratégia nacional &#8220;Água que Une&#8221; e do Plano Nacional de Energia e Clima 2030. O objetivo passa por reforçar a gestão integrada dos recursos hídricos, aumentar a capacidade nacional de produção de energia renovável, reforçar o abastecimento público de água, melhorar a resiliência hídrica do território, mitigar os efeitos das cheias e promover a valorização do interior do país.</p>
<p>Na apresentação do concurso estarão representados os municípios de Gouveia, Seia, Mangualde, Nelas e Fornos de Algodres, diretamente envolvidos no projeto. Após a sessão oficial, agendada para as 16h30 no Salão Nobre da Câmara Municipal de Gouveia, a comitiva deslocar-se-á ao local previsto para a construção da barragem, na freguesia de Girabolhos.</p>
<p>Para Maria da Graça Carvalho, o empreendimento constitui uma peça fundamental da estratégia nacional de adaptação às alterações climáticas. A ministra tem defendido que &#8220;o Empreendimento de Girabolhos é uma infraestrutura estratégica para reforçar a segurança hídrica do País, proteger as populações do vale do Mondego e aumentar a capacidade nacional de produção de energia renovável&#8221;. O Governo considera igualmente que a obra permitirá reduzir significativamente o risco de cheias na bacia do Mondego, ao mesmo tempo que reforçará a disponibilidade de água para consumo público e para diferentes atividades económicas.</p>
<p>A importância da futura barragem voltou a ganhar destaque após as cheias registadas nos últimos anos na região do Mondego. Em março, numa entrevista ao ECO/Local Online, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, defendeu que a infraestrutura teria permitido evitar alguns dos episódios mais graves. &#8220;Ter mais uma barragem é um instrumento para conter as cheias. Se eu tivesse essa barragem, as cheias de 2019 e 2026 não aconteciam. No açude do Mondego, os caudais nunca podem ultrapassar os 2.000 metros cúbicos por segundo; se ultrapassarem esse valor, os diques podem rebentar. Com esta barragem, tal como estava concebida, os caudais nunca ultrapassariam os 1.800 metros cúbicos por segundo e nunca teria havido o colapso do dique&#8221;, afirmou o responsável.</p>
<p>O Governo voltou a integrar Girabolhos entre os investimentos prioritários após os danos provocados pelo denominado &#8220;comboio de tempestades&#8221;, incluindo a obra no Plano Territorial de Recuperação e Resiliência (PTRR), na vertente dedicada à proteção contra fenómenos extremos. Na apresentação desse plano, o primeiro-ministro Luís Montenegro confirmou a intenção de avançar com quatro novas barragens — Girabolhos, Ocreza-Alvito, Alportel e Foupana —, bem como com a construção de cerca de 400 charcas e pequenas albufeiras distribuídas pelo território nacional.</p>
<p>A concretização do concurso surge depois de a Agência Portuguesa do Ambiente ter sido mandatada pelo Governo para coordenar todo o processo, assegurando a articulação com os municípios envolvidos e com as entidades ligadas ao abastecimento de água, produção de energia, proteção civil, agricultura, ordenamento do território, economia, conservação da natureza e biodiversidade.</p>
<p>O percurso da Barragem de Girabolhos tem sido marcado por sucessivos avanços e recuos. O projeto foi inicialmente apresentado em 2007, durante o primeiro Governo de José Sócrates, integrando o Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico. No ano seguinte, a obra foi adjudicada à Endesa, mas acabou por enfrentar vários adiamentos até ser definitivamente suspensa em 2016, durante o primeiro Governo liderado por António Costa.</p>
<p>Quase dez anos depois dessa suspensão e cerca de duas décadas após a sua apresentação, o lançamento do concurso público representa o passo mais significativo dado até agora para retirar o empreendimento do papel. Caso o processo decorra conforme previsto, Girabolhos poderá finalmente avançar como uma das maiores infraestruturas hidráulicas e energéticas previstas para a bacia do Mondego, reunindo funções de proteção contra cheias, reforço da segurança hídrica, produção de energia renovável e desenvolvimento do interior do país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788809]]></sapo:autor>
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		<title>Temperaturas sobem hoje e podem antecipar nova onda de calor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 05:15:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Portugal entra esta quarta-feira num novo período de aquecimento, com uma subida generalizada das temperaturas, sobretudo nas regiões do interior, onde os termómetros poderão atingir valores entre os 30 e os 35 graus.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal entra esta quarta-feira num novo período de aquecimento, com uma subida generalizada das temperaturas, sobretudo nas regiões do interior, onde os termómetros poderão atingir valores entre os 30 e os 35 graus. Apesar de o calor ficar ainda longe dos extremos registados no início do mês, a evolução prevista é encarada como um possível primeiro sinal de uma nova mudança do estado do tempo, que poderá conduzir ao regresso de uma onda de calor nos próximos dias.</p>
<p>Segundo as previsões do portal especializado <a href="https://lusometeo.com/previsao-diaria/tempo-na-quarta-15-julho-31435/" target="_blank" rel="noopener">LusoMeteo</a>, a manhã deverá começar com alguma nebulosidade baixa, neblinas e nevoeiros no litoral Norte e Centro, um cenário típico da época, mas que tenderá a dissipar-se rapidamente à medida que a radiação solar aumentar. Durante a tarde, o céu deverá permanecer pouco nublado ou apresentar apenas algumas nuvens altas, enquanto no Alentejo e no Algarve o sol deverá dominar praticamente todo o dia. O vento soprará, em geral, fraco de oeste, entre 10 e 20 km/h, podendo intensificar-se temporariamente nas terras altas, com rajadas até aos 35 km/h.</p>
<p>O maior destaque da previsão continua a ser a subida das temperaturas máximas, particularmente nas zonas do interior, onde várias localidades poderão alcançar os 35 graus. No litoral, apesar da influência marítima, o ambiente será igualmente agradável, favorecido por vento fraco e por temperaturas da água do mar excecionalmente elevadas para esta altura do ano. Na costa ocidental, a água poderá atingir localmente os 21 a 23 graus, enquanto na costa sul do Algarve deverá rondar os 24 graus, criando condições muito favoráveis para atividades balneares, embora seja recomendada especial atenção aos elevados índices de radiação ultravioleta.</p>
<p>Do ponto de vista meteorológico, o padrão atmosférico mantém-se praticamente inalterado relativamente aos últimos dias. Uma depressão isolada continua posicionada a noroeste da Península Ibérica, sobre o Atlântico, sem produzir efeitos diretos em Portugal. Ainda assim, esta configuração favorece o transporte de ar quente proveniente do Norte de África para o interior da Península, contribuindo para alimentar a intensa onda de calor que continua a afetar Espanha, França e grande parte da região mediterrânica.</p>
<p>Nos arquipélagos, o cenário será distinto. Nos Açores prevê-se um dia com períodos de céu muito nublado alternados com abertas, mais frequentes nas ilhas do grupo Oriental, podendo ocorrer aguaceiros fracos e isolados, sobretudo nos grupos Central e Ocidental. As temperaturas deverão oscilar entre os 17 e os 26 graus, com vento fraco a moderado de oeste e mar relativamente calmo. Na Madeira, o anticiclone continuará a garantir estabilidade atmosférica, com céu pouco nublado, possibilidade reduzida de aguaceiros nas zonas montanhosas e nas encostas voltadas a oeste, vento fraco a moderado de norte e temperaturas praticamente sem alterações.</p>
<p>Embora esta quarta-feira apresente um cenário típico de verão, marcado por dias soalheiros, vento fraco e calor moderado, os indicadores atmosféricos sugerem que esta subida das temperaturas poderá representar apenas o início de um novo episódio de calor mais intenso. As projeções apontam para a possibilidade de uma nova onda de calor começar já no próximo sábado, tornando os próximos dias decisivos para confirmar a evolução do estado do tempo em Portugal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789137]]></sapo:autor>
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		<title>Nova tecnologia permite medir humidade florestal na Península Ibérica para prevenir incêndios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:57:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma nova ferramenta digital desenvolvida na Catalunha permite conhecer em tempo real a humidade da vegetação florestal da Península Ibérica e ilhas Baleares, para prever com maior precisão o risco de incêndios durante as ondas de calor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Uma nova ferramenta digital desenvolvida na Catalunha permite conhecer em tempo real a humidade da vegetação florestal da Península Ibérica e ilhas Baleares, para prever com maior precisão o risco de incêndios durante as ondas de calor.</P><br />
<P>A plataforma, denominada ForestDrought e desenvolvida pelo Centro de Investigação Ecológica e Aplicações Florestais (CREAF), atualiza diariamente o estado hídrico das florestas e a quantidade de água no solo através de mapas de acesso livre, informou o CREAF hoje em comunicado.</P><br />
<P>O mapa desenvolvido pela ferramenta digital demostra que, nos últimos meses, as chuvas abundantes do inverno permitiram que as florestas chegassem a junho com boas reservas de água, mas as ondas de calor estão agora a alterar essa situação devido à transpiração das plantas.</P><br />
<P>Segundo as estimativas da ForestDrought, nas últimas semanas registou-se maior secura na Extremadura, na zona ocidental da Andaluzia e em Castela-La Mancha.</P><br />
<P>&#8220;Quando as plantas têm menos de 100% de humidade, é indicativo de stress hídrico, e se desce abaixo dos 80%, é preciso estar alerta, porque significa que a vegetação está muito seca e pode inflamar-se com maior facilidade&#8221;, destacou Miquel de Cáceres, investigador no CREAF.</P><br />
<P>Além da secura do solo e das plantas, é possível visualizar outros indicadores críticos para a prevenção, como o potencial de propagação do fogo pelas copas das árvores, a probabilidade de ignição do mato e a humidade da vegetação morta.</P><br />
<P>&#8220;Queremos que esta ferramenta seja útil para antecipar com maior fiabilidade quando e onde a vegetação viva se encontra em situação crítica e pode representar risco de incêndio&#8221;, afirmou Víctor Granda, cientista de dados da equipa.</P><br />
<P>Para elaborar estas simulações diárias, a ferramenta integra dados meteorológicos da Agência Estatal de Meteorologia (AEMET), do Servei Meteorològic de Catalunya (SMC), da MeteoGalicia e da Rede de Informação Agroclimática da Andaluzia (RIA).</P><br />
<P>Esta informação é cruzada com dados sobre tipo de solo, relevo e estrutura das florestas, provenientes do Inventário Florestal Nacional, do Mapa Florestal de Espanha e de mapas LiDAR.</P><br />
<P>A base científica da plataforma provém de um estudo publicado na revista New Phytologist e liderado pelo CREAF, que pela primeira vez incorpora a humidade da vegetação viva nos modelos de risco de incêndio, superando os índices tradicionais que apenas avaliavam a secura da matéria morta.</P><br />
<P>A investigação demonstra que as árvores resistem melhor à seca por terem raízes profundas e fecharem os poros para reter água, enquanto os arbustos do sub-bosque secam muito mais rapidamente, o que explica porque dois bosques vizinhos com o mesmo clima podem apresentar riscos de incêndio totalmente distintos.</P><br />
<P>A associação ambientalista portuguesa Zero indicou que 2025 foi &#8220;o quarto pior ano em área ardida desde 2001&#8221; em Portugal, com o &#8220;dobro da área queimada em 2024 e mais ignições do que no ano anterior&#8221;.</P><br />
<P>A mesma associação destacou que os incêndios rurais em 2025 elevaram a área ardida para 98% da extensão prevista até 2030 pelo Programa Nacional de Ação (PNA) desenhado pelas autoridades. </P></p>
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		<title>Ex-presidente colombiano pede à futura governação que mantenha acordo de paz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:57:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O ex-presidente colombiano e Prémio Nobel da Paz Juan Manuel Santos (2010-2018) apelou esta terça-feira ao presidente eleito Abelardo de la Espriella para que prossiga com a implementação do acordo de paz assinado em 2016.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ex-presidente colombiano e Prémio Nobel da Paz Juan Manuel Santos (2010-2018) apelou esta terça-feira ao presidente eleito Abelardo de la Espriella para que prossiga com a implementação do acordo de paz assinado em 2016. </P><br />
<P>&#8220;Faço um apelo respeitoso, mas firme, ao próximo Governo para que retome o caminho da implementação. Não como um legado de um Governo, mas como uma política de Estado que beneficia todos os colombianos&#8221;, afirmou Santos durante a participação num congresso que comemora uma década da assinatura do acordo de paz, assinado em 24 de novembro de 2026, que permitiu a desmobilização das antigas FARC. </P><br />
<P>De la Espriella, que tomará posse no próximo dia 07 de agosto, anunciou esta segunda-feira a eliminação de conselhos e agências ligados à Presidência da República, entre os quais o do comissário para a Paz, que tem conduzido as negociações com os grupos armados ilegais.</P><br />
<P>&#8220;A partir de 07 de agosto, o objetivo será a segurança do povo e o desmantelamento total do perverso sistema de impunidade que reina neste momento e que vai acabar assim que eu assumir o cargo de forma definitiva&#8221;, declarou esta terçafeira o presidente eleito, crítico da política de &#8220;Paz Total&#8221; do Presidente cessante, Gustavo Petro.</P><br />
<P>De la Espriella afirmou que, quando assumir a Presidência, os ministérios da Justiça e do Interior, juntamente com o comissário para a Segurança &#8212; uma figura que ainda não existe &#8212;, &#8220;têm ordens para acabar imediatamente, no respeito pela Constituição e pela lei, com toda a impunidade que se refugia na ilusão de uma falsa paz&#8221;.</P><br />
<P>Santos destacou, por isso, os resultados alcançados desde a assinatura do acordo e agradeceu àqueles que participaram no processo, em especial às vítimas, pela confiança. </P><br />
<P>&#8220;Quero agradecer à comunidade internacional que nos acompanhou com constância e perseverança (&#8230;), aos negociadores do Governo e da antiga guerrilha, cujo trabalho permitiu abrir uma porta que muitos acreditavam estar fechada. Mas, acima de tudo, quero agradecer às vítimas e aos signatários da paz&#8221;, afirmou Santos, que recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2016. </P><br />
<P>O ex-presidente destacou o trabalho da Jurisdição Especial para a Paz (JEP), que impõe penas restaurativas, que não implicam prisão, àqueles que colaboram no esclarecimento da verdade sobre o que aconteceu durante o conflito armado.</P><br />
<P>&#8220;O que está a acontecer na JEP não tem precedentes no mundo. Os principais responsáveis a reconhecerem publicamente crimes atrozes, delitos que durante décadas permaneceram impunes&#8221;, enfatizou. </P><br />
<P>Além disso, Santos rejeitou que o acordo tenha fortalecido os grupos criminosos no país.</P><br />
<P>&#8220;Atribuir a culpa ao acordo pelas ações destas estruturas é ignorar deliberadamente a realidade e, acima de tudo, ignorar que o que permite travar esses grupos é precisamente a sua implementação e não a sua sabotagem. O fracasso não é do acordo, é daqueles que impediram a sua implementação integral&#8221;, afirmou o ex-governante. </P><br />
<P>Por seu lado, os últimos dirigentes do antigo secretariado da guerrilha das FARC pediram, esta terça-feira, em carta enviada ao presidente eleito que &#8220;encontre formas&#8221; que permitam cumprir a implementação do tratado, cujo décimo aniversário será comemorado em novembro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789381]]></sapo:autor>
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		<title>Ex-comandante das FARC preocupado com violência após posse do futuro presidente da Colômbia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:49:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um ex-comandante das ex-FARC colombianas manifestou-se preocupado com "mensagens de ódio" estimuladas pelo presidente eleito da Colômbia, que ameaça prendê-lo e revogar o acordo de paz de 2016 entre a guerrilha e o Estado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um ex-comandante das ex-FARC colombianas manifestou-se preocupado com &#8220;mensagens de ódio&#8221; estimuladas pelo presidente eleito da Colômbia, que ameaça prendê-lo e revogar o acordo de paz de 2016 entre a guerrilha e o Estado.</P><br />
<P>Rodrigo Londoño, também conhecido por Timochenko, explicou em declarações à AFP que antigos líderes da guerrilha, hoje dissolvida, escreveram ao presidente eleito Abelardo de la Espriella a reconhecer a vitória eleitoral e a solicitar um diálogo, com o objetivo de &#8220;honrar&#8221; o acordo de paz de que são signatários.</P><br />
<P>Os signatários do acordo, segundo o ex-comandante, são constantemente alvo de &#8220;estigmatização&#8221; e de &#8220;mensagens de ódio&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Há pessoas que, com uma voz influente, difundem estas mensagens e isso é extremamente perigoso (&#8230;). É muito importante que diminuamos o volume destas mensagens de ódio&#8221;, apelou.</P><br />
<P>De la Espriella, um advogado sem experiência na política, representa a direita radical e defende uma linha dura contra os grupos armados. </P><br />
<P>Qualificando Timochenko como um &#8220;criminoso de guerra&#8221; que &#8220;merece prisão perpétua&#8221;, De la Espriella manifestou a intenção de bombardear os grupos envolvidos no tráfico de droga e pôr fim às negociações infrutíferas iniciadas pelo ainda Presidente de esquerda, Gustavo Petro, com as facções dissidentes das ex-FARC ainda ativas.</P><br />
<P>O presidente eleito pretende abolir o tribunal especial que julga os crimes cometidos durante o conflito entre os rebeldes e o Estado, o qual aplica penas alternativas à prisão aos antigos guerrilheiros e militares cujos testemunhos ajudam a esclarecer os acontecimentos.</P><br />
<P>Rodrigo Londoño foi condenado, em 2025, a oito anos de trabalhos de interesse geral pelos mais de 21.000 sequestros perpetrados pelas FARC.</P><br />
<P>De la Espriella considera que a justiça se mostrou mais clemente para com os ex-rebeldes do que para com os militares acusados de execuções extrajudiciais.</P><br />
<P>Cerca de 13.000 guerrilheiros depuseram as armas na altura do acordo assinado em 24 de novembro de 2016, numa tentativa de se reintegrarem na sociedade. Entre os signatários, 492 foram mortos, segundo a Missão de Verificação da ONU.</P><br />
<P>Na terça-feira, Timochenko e outros seis líderes históricos das ex-FARC, entre os quais Pastor Alape, Pablo Catatumbo e Julian Gallo, reafirmaram numa carta dirigida a Abelardo de la Espriella o &#8220;compromisso inabalável de respeitarem&#8221; a paz.</P><br />
<P>&#8220;Esperamos que o Estado colombiano honre o acordo celebrado com a mesma sinceridade&#8221;, escreveram ainda.</P><br />
<P>&#8220;Penso que o diálogo é essencial para instaurar a paz. É assim que nós, seres humanos, nos podemos compreender uns aos outros&#8221;, sublinhou Timochenko à agência France Presse.</P><br />
<P>&#8220;A sociedade colombiana já amadureceu bastante e podemos compreender-nos e fazer avançar a Colômbia, como todos desejamos, e construir juntos apesar das nossas diferenças&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Segundo os especialistas, os grupos armados ilegais ganharam força nos últimos quatro anos na Colômbia.</P><br />
<P>Abelardo de la Espriella assumirá funções no próximo dia 07 de agosto.</P></p>
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		<title>Preços das habitações novas na China caem pelo 37.º mês consecutivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:30:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os preços das habitações novas na China caíram em junho pelo 37.º mês consecutivo, embora a um ritmo menos acentuado do que em maio, enquanto o mercado de casas usadas acelerou a queda, segundo dados oficiais hoje divulgados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os preços das habitações novas na China caíram em junho pelo 37.º mês consecutivo, embora a um ritmo menos acentuado do que em maio, enquanto o mercado de casas usadas acelerou a queda, segundo dados oficiais hoje divulgados.</P><br />
<P>Os preços das habitações novas em 70 cidades selecionadas recuaram 0,15% face ao mês anterior, segundo cálculos feitos com base nos dados divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE). Em maio, a queda foi de 0,2%.</P><br />
<P>Das 70 cidades analisadas, 50 registaram descidas nos preços das habitações novas, face às 52 de maio, enquanto 20 &#8212; entre as quais Xangai, Cantão e Shenzhen &#8212; registaram aumentos, acima das 16 do mês anterior.</P><br />
<P>Os cálculos com base nos dados do GNE mostram igualmente que os preços das habitações usadas recuaram 0,32% em termos mensais em junho, uma descida mais acentuada do que a de 0,26% registada em maio.</P><br />
<P>No segmento das habitações usadas, apenas nove das 70 cidades analisadas &#8212; entre as quais Xangai, Shenzhen, Cantão e Pequim, as quatro cidades chinesas classificadas como de &#8220;primeiro nível&#8221; &#8212; registaram aumentos de preços, enquanto 60 apresentaram descidas face ao mês anterior.</P><br />
<P>Nos últimos anos, as autoridades chinesas anunciaram várias medidas para travar a queda do mercado imobiliário, uma questão que preocupa Pequim pelas implicações para a estabilidade social, uma vez que a habitação continua a ser um dos principais veículos de investimento das famílias chinesas.</P><br />
<P>A crise do setor imobiliário é considerada um dos principais fatores por detrás da recente desaceleração da economia chinesa. Segundo alguns analistas, o setor representava, incluindo os efeitos indiretos, cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.</P><br />
<P> </P><br />
<P>JPI //</P></p>
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		<title>Produção industrial da China cresce 5,3% em junho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:06:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A produção industrial chinesa acelerou para um crescimento homólogo de 5,3% em junho, enquanto as vendas a retalho recuperaram após a primeira queda desde 2022 e o investimento em ativos fixos aprofundou o declínio devido à crise imobiliária.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A produção industrial chinesa acelerou para um crescimento homólogo de 5,3% em junho, enquanto as vendas a retalho recuperaram após a primeira queda desde 2022 e o investimento em ativos fixos aprofundou o declínio devido à crise imobiliária.</P><br />
<P>A produção industrial da China cresceu 5,3%, em termos homólogos, em junho, uma aceleração de 0,8 pontos percentuais face ao mês anterior e acima das previsões dos analistas, que apontavam para uma subida em torno de 4,6%, segundo dados divulgados hoje pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE).</P><br />
<P>Entre os três principais setores analisados pelo organismo, a produção e fornecimento de eletricidade, aquecimento, gás e água registou o maior crescimento, com uma subida homóloga de 7,4%, seguida da indústria transformadora, que avançou 6%.</P><br />
<P>Em sentido contrário, a produção mineira recuou 2,2%.</P><br />
<P>No conjunto do primeiro semestre, a produção industrial aumentou 5,4% face ao mesmo período de 2025.</P><br />
<P>O GNE divulgou igualmente os dados das vendas a retalho, principal indicador do consumo privado, que cresceram 1% em junho, recuperando da contração de 0,6% registada em maio, a primeira queda desde 2022.</P><br />
<P>O resultado superou também as expectativas do mercado, que antecipava um regresso ao crescimento, mas limitado a 0,1%.</P><br />
<P>A taxa oficial de desemprego nas áreas urbanas desceu de 5,1% para 5%.</P><br />
<P>Em contrapartida, o investimento em ativos fixos agravou a tendência negativa, recuando 5,7% no primeiro semestre, após uma queda de 4,1% registada entre janeiro e maio.</P><br />
<P>O setor imobiliário continuou a ser o principal fator de pressão, com o investimento a cair 18% nos primeiros seis meses do ano.</P><br />
<P>Também o investimento na indústria transformadora registou uma diminuição de 1,2%, enquanto o investimento em infraestruturas, que tinha resistido na leitura anterior, recuou 2,4%.</P><br />
<P>As vendas de imóveis novos, medidas pela área de construção comercializada, caíram 11,6% em termos homólogos no primeiro semestre, aprofundando a descida em 0,8 pontos percentuais face aos dados acumulados até maio.</P><br />
<P> </P><br />
<P>JPI //</P></p>
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		<title>Mundial2026: Campeã Argentina e Inglaterra procuram segunda vaga na final</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:06:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A campeão em título Argentina e a Inglaterra disputam hoje a segunda vaga na final do Mundial de futebol de 2026, no domingo, na qual já está a Espanha, que bateu a França, por 2-0, na terça-feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A campeão em título Argentina e a Inglaterra disputam hoje a segunda vaga na final do Mundial de futebol de 2026, no domingo, na qual já está a Espanha, que bateu a França, por 2-0, na terça-feira.</P><br />
<P>Na segunda meia-final, marcada para o Estádio Mercedez-Benz, em Atlanta, pelas 15:00 locais (20:00 em Lisboa), os argentinos procuram uma sétima final, e segunda consecutiva, depois de 1930, 1978, 1986, 1990, 2014 e 2022, enquanto os ingleses tentam repetir o feito único de 1966.</P><br />
<P>Há 60 anos, a formação dos três &#8216;leões&#8217; começou precisamente por bater os argentinos no primeiro jogo a eliminar, então dos &#8216;quartos&#8217;, por 1-0, com um golo de Geoff Hurst, superando depois Portugal e, na final, a RFA (4-2, após prolongamento).</P><br />
<P>Depois disso, a Argentina já ripostou, primeiro num dos mais famosos jogos da história dos Mundiais, o 2-1 dos &#8216;quartos&#8217; de 1986, selado com um &#8216;bis&#8217; de Diego Armando Maradona, primeiro com a &#8216;mão de Deus&#8217; e depois após fintar meia equipa inglesa.</P><br />
<P>Em 1998, nos &#8216;oitavos&#8217;, a formação sul-americana voltou a superiorizar-se, agora nos penáltis (4-3), depois de 2-2 nos 120 minutos, num embate marcado pela expulsão do inglês David Beckham, após &#8216;desentendimento&#8217; com o argentino Diego Simeone.</P><br />
<P>A Inglaterra está nas &#8216;meias&#8217; depois de três jogos muitos complicados a eliminar, frente à República Democrática do Congo (2-1), ao México (3-2) e à Noruega (2-1, no tempo extra), sendo que a Argentina ainda penou mais, perante Cabo Verde (3-2, no tempo extra), Egito (3-2) e Suíça (3-1, no tempo extra).</P><br />
<P>No conjunto de Thomas Tuchel, o protagonismo tem sido dividido a &#8216;meio&#8217; entre Hary Kane e Jude Bellingham, ambos com seis golos &#8212; somam em conjunto 12 dos 13 tentos dos ingleses, que sofreram seis &#8211; e uma assistência.</P><br />
<P>Por seu lado, Lionel Messi, que durante a prova completou 39 anos, tem sido a grande figura da Argentina, com oito golos e duas assistências, isto tendo desperdiçado dois penáltis, num conjunto que soma 17 marcados e seis sofridos.</P><br />
<P>A final, que já se sabe que será inédita, realiza-se no domingo, pelas 15:00 (20:00), no Estádio MetLife, em East Rutherford, enquanto o embate de apuramento do terceiro e quarto classificados está marcado para sábado, no Estádio Hard Rock, em Miami Gardens, às 17:00 (22:00).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789377]]></sapo:autor>
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		<title>REPORTAGEM: Arqueólogos redescobrem um dos primeiros hospitais do Atlântico em Cabo Verde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:05:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Arqueólogos estão a escavar uma encosta da Cidade Velha, primeira capital de Cabo Verde, e a devolver à luz do dia as ruínas de um dos hospitais pioneiros no Atlântico, com cerca de 500 anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Arqueólogos estão a escavar uma encosta da Cidade Velha, primeira capital de Cabo Verde, e a devolver à luz do dia as ruínas de um dos hospitais pioneiros no Atlântico, com cerca de 500 anos.</P><br />
<P>&#8220;Será mesmo um dos primeiros&#8221;, admite André Teixeira, arqueólogo da Universidade Nova de Lisboa, que colabora com o Instituto do Património Cultural (IPC) cabo-verdiano.</P><br />
<P>O espaço &#8220;aparece em documentação desde finais do século XV, portanto, entre 30 a 40 anos após a descoberta de Cabo Verde&#8221;, em 1460.</P><br />
<P>&#8220;Desde o início da expansão além-mar que se percebe que é preciso haver espaços de assistência. Esta é uma dessas primeiras experiências. Cabo Verde é, a muitos títulos, um espaço de experimentação&#8221; nas rotas portuguesas da época, refere.</P><br />
<P>Os trabalhos já duram há ano e meio e a redescoberta levou as autoridades a redesenhar o projeto de requalificação daquela zona da cidade classificada como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, em inglês).</P><br />
<P>Num projeto com apoio do Banco Mundial, as ruínas do complexo da Misericórdia vão acolher o primeiro núcleo museológico da Cidade Velha, a 10 quilómetros da cidade da Praia, com muitas histórias para contar.</P><br />
<P>Por exemplo, André Teixeira mostra à Lusa os restos de um cachimbo que se supõe tenha sido usado no antigo hospital, encontrado no subsolo, ao lado de pedaços de porcelanas.</P><br />
<P>&#8220;O fumo para aliviar as dores não é inédito nestes contextos hospitalares&#8221;, descreve.</P><br />
<P>Um dos membros da equipa, num trabalho minucioso, continua a picar o chão e bate em alguma coisa: devagar e com ajuda de uma escova, surge do meio da terra mais um pedaço de cerâmica &#8212; certamente de produção local, aponta André.</P><br />
<P>Tem sinais de ter ido ao lume e há ossos de galinha desenterrados mesmo ao lado, naquilo que pode ter sido uma cozinha ou refeitório no rés-do-chão do antigo hospital.</P><br />
<P>A equipa vai &#8220;removendo a montanha e as estruturas vão emergindo&#8221;, acrescenta.</P><br />
<P>O edifício, incrustado numa encosta rochosa que os séculos se encarregaram de cobrir com terra, teria um primeiro andar com enfermarias (nota-se o nível do chão) e terá sido abandonado no século XIX, reflexo da mudança da capital para a cidade da Praia.</P><br />
<P>Com o tempo, acabou por ficar soterrado, tal como a base da antiga Igreja da Misericórdia, cuja nave central está à vista, mas das paredes restam apenas vestígios, alguns com pedaços de azulejos pintados junto ao chão, com as variações de cor a testemunhar a passagem do tempo.</P><br />
<P>A torre sineira &#8212; que era o único pedaço do complexo que estava à superfície &#8211;, continua de pé e completa o quadro, juntamente com as capelas laterais e o que se julga ter sido a residência do bispo, com um pavimento e escadaria preservados, acima do complexo.</P><br />
<P>&#8220;Este espaço funcionou como sé de Cabo Verde durante mais de um século, enquanto não era concluída a construção da catedral, lá no alto&#8221;, detalha André Teixeira.</P><br />
<P>Há &#8220;uma grande presença religiosa, central, como era tradição, a igreja, em comunicação com o hospital&#8221;, evocando &#8220;a dupla função das misericórdias, a assistência social e na saúde&#8221;.</P><br />
<P>Em fevereiro de 2025, numa fase inicial das prospeções, André Teixeira dizia à Lusa, no memo local, que ainda só se vislumbrava &#8220;a ponta do iceberg&#8221;.</P><br />
<P>Havia &#8220;o topo de dois murinhos&#8221; e &#8220;não se via mais nada&#8221;, recorda, mas o resultado surpreendeu a equipa da Nova e do IPC.</P><br />
<P>&#8220;Só víamos pequenas estruturas do complexo da Misericórdia, mas agora, depois de várias campanhas de escavação, estamos a descobrir uma estrutura monumental, com maior dimensão do que pensávamos&#8221;, refere à Lusa Jaylson Monteiro, arqueólogo do IPC.</P><br />
<P>A prazo, &#8220;tudo vai estar completamente diferente: há um projeto de arquitetura finalizado, vai haver um espaço musealizado e uma estrutura de proteção, para evitar degradação por chuvas ou intempéries. Isto vai ter outra imagem&#8221;, diz.</P><br />
<P>O objetivo é enriquecer o roteiro de visita da Cidade Velha, com a preservação do património aliada ao usufruto dos residentes e ao turismo &#8212; motor da economia cabo-verdiana e em crescimento nos últimos anos, fruto do aumento de ligações aéreas com a Europa.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789376]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>ENTREVISTA: São Tomé/Eleições: Nito d&#8217;Abreu nega divisão na ADI e garante partido unido em torno da candidatura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:05:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (vídeo e fotos), da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (vídeo e fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>São Tomé, 15 jul 2026 (Lusa) &#8212; O candidato presidencial são-tomense Nito d&#8217;Abreu negou em entrevista à Lusa qualquer divisão na ADI, que garantiu estar unida em torno da candidatura, à exceção de &#8220;um grupinho&#8221; que tentou &#8220;uma rebelião&#8221;, sem sucesso.</P><br />
<P>O candidato apoiado pelo partido no poder, a Ação Democrática Independente (ADI), refuta a ideia de que qualquer divisão interna possa afetar a candidatura às presidenciais que se realizam no domingo, apesar de existir uma ala que se opõe ao líder Patrice Trovoada e apoia a candidatura do atual Presidente, Carlos Vila Nova.</P><br />
<P>&#8220;A ADI não está dividida. Está [mobilizada] em torno de uma candidatura que é a minha candidatura, [de] um militante que cresceu dentro do partido&#8221;, salientou, argumentando que existe apenas &#8220;um pequeno número de militantes, que tendem a criar rebelião interna&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;E até pensavam, talvez, que tinham 30% ou 40% da militância. Mas, nos 15 dias, os últimos cenários até aqui, já tem estado a revelar que o militante do ADI manteve-se firme. (&#8230;) O atual líder é Patrice Trovoada. Então, logo caiu por terra essa questão&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Sobre a tensão política que se vive desde o início de 2025, quando o atual Presidente e recandidato, Carlos Vila Nova &#8211; alegando prolongadas ausências do país e deslealdade institucional -, exonerou o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, líder da ADI, Nito d&#8217;Abreu fica-se por duas ideias principais.</P><br />
<P>Primeiro, a de que o próprio Nito d&#8217;Abreu foi um pilar para a eleição em 2021 de Carlos Vila Nova, então apoiado pela ADI. E, segundo, aponta o recandidato como um adversário político e não com um inimigo, sendo que prefere não fazer qualquer apreciação sobre o primeiro mandato de Vila Nova. E porquê? &#8220;Caso eu tiver que falar, possivelmente teria considerações que não são boas&#8221;, num momento em que se assiste a uma &#8220;usurpação do poder&#8221;, resumiu.</P><br />
<P>O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho: Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D&#8217;Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que se recandidata ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.</P><br />
<P>Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789375]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>ENTREVISTA: São Tomé/Eleições: É urgente um plano nacional, o povo está cansado dos velhos rostos e velhas manias &#8212; Nito d&#8217;Abreu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:05:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (vídeo e fotos), da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (vídeo e fotos), da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>São Tomé, 15 jul 2026 (Lusa) &#8212; O candidato a Presidente de São Tomé e Príncipe Nito d&#8217;Abreu defendeu, em entrevista à Lusa, a urgência de um plano nacional e avisou que o povo está cansado &#8220;dos velhos rostos&#8221; e de &#8220;velhas manias&#8221;.</P><br />
<P>O candidato apoiado pelo partido no poder, a Ação Democrática Independente (ADI), afirmou que o futuro Presidente, a ser eleito no próximo domingo, deve sentar-se à mesa com o Governo, com as outras instituições, para formular &#8220;um plano que possa elevar o país a atingir o desenvolvimento desejado&#8221;.</P><br />
<P>Nito d&#8217;Abreu sustenta que &#8220;São Tomé e Príncipe, enquanto Estado, distraiu-se muito&#8221; e o resultado está à vista: não existe uma &#8220;política forte que possa catapultar o setor económico&#8221;, razão pela qual necessita urgentemente de um plano &#8211; inclusivo, que envolva todos os parceiros, também internacionais, bem como todos os partidos políticos -, focado sobretudo na educação, saúde, setor energético e indústrias.</P><br />
<P>&#8220;Nenhum Estado se faz sem um plano de 10, 20, 30, 50 anos. Ou mais. (&#8230;) E nós não temos um que diz [em] &#8216;dois, três, quatro anos queremos estar nessa posição&#8217;. Não temos. Eu, enquanto Presidente da República, o meu primeiro passo é este&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Segundo dados do Banco Mundial, 13% dos pouco mais de 209 mil habitantes vive abaixo da linha de pobreza (três dólares/dia). O Produto Interno Bruto (PIB) real &#8216;per capita&#8217; estagnou e apenas 21% da população com 15 ou mais anos está empregada, o que pode explicar a crescente vaga migratória são-tomense nos últimos anos, face à falta de oportunidades no arquipélago.</P><br />
<P>Cerca de 18% da população são-tomense emigrou nos últimos anos e mais de metade para Portugal, com os últimos números das autoridades portuguesas a mostrarem que quadruplicou entre 2021 e 2025, para quase 47 mil pessoas, a maioria a concentrar-se na região de Lisboa.</P><br />
<P>&#8220;Tocou aqui no aspeto de fuga das pessoas do país (&#8230;). São maioritariamente jovens, com menos de 30 anos. Este é o grande problema. E a visão que eu tenho é formação profissional. O mundo está muito focado em ter indivíduos formados em licenciatura, em doutoramento, em mestrado. São necessários, sim. Mas a questão de formação profissional é demasiado importante&#8221;, defendeu o também líder parlamentar da ADI.</P><br />
<P>As soluções, advogou, podem ser encontradas com investimento em áreas como a energia (também a renovável) e o turismo, cujo potencial é reconhecido, mas sem aproveitamento por quem é responsável por definir e desenvolver políticas nacionais.</P><br />
<P>Outro exemplo, enumerou, é a agricultura: &#8220;Temos terra, enfim, estamos no topo quase dos países de terra fértil. Não estamos a aproveitar esse setor&#8221;.</P><br />
<P>Ou seja, argumentou, é necessário &#8220;investimento, (&#8230;) parceiros que possam (&#8230;) ajudar nestes setores, [para] fazer diminuir esta fuga das pessoas, fuga da massa juvenil para o estrangeiro&#8221;.</P><br />
<P>A abstenção crescente preocupa-o. Afinal, a abstenção em 2018 não chegou aos 20% nas legislativas, mas nas últimas presidenciais já ultrapassava os 30%. &#8220;É um fenómeno que nos últimos tempos se tem assistido muito em São Tomé e Príncipe, porque o cidadão tem perdido a confiança na liderança&#8221;, apontou, explicando que os são-tomenses &#8220;têm demonstrado que estão cansados, não dos velhos rostos apenas, das velhas manias&#8221;.</P><br />
<P>Está confiante que, com a sua candidatura, &#8220;muitos vão sair de casa para votar&#8221;, sublinhando a sua juventude, mas também o facto de oferecer &#8220;uma prática diferente&#8221;.</P><br />
<P>O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho: Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D&#8217;Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que se recandidata ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.</P><br />
<P>Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789374]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Irão: Embaixador em Lisboa desdramatiza ausência do novo aiatola em público</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 04:05:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[ ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** José Sousa Dias (texto), Miguel Lopes (foto) e Pedro Lapinha (vídeo) ***</P><br />
<P> </P><br />
<P>Lisboa, 15 jul 2026 (Lusa) &#8212; O embaixador do Irão em Lisboa desdramatizou hoje a ausência do novo líder supremo iraniano em público, a promessa de Mojtaba Khamenei vingar a morte do pai, responsabilizando os EUA pelo conflito entre Teerão e Washington.</P><br />
<P>Em entrevista à Lusa, Majid Tafreshi sustentou que a promessa do novo aiatola foi feita num contexto associado ao fim das cerimónias fúnebres de Ali Khamenei, morto a 28 de fevereiro na sequência de bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel e cujas exéquias terminaram a 09 deste mês.</P><br />
<P>&#8220;O Irão está a seguir o que assinou [no acordo de cessar-fogo]. Esse valor islâmico é um valor da civilização, que quando se assina algo, tem de se obedecer. Os Estados Unidos muitas vezes ignoraram e corromperam aquilo com que concordaram&#8221;, argumentou o diplomata iraniano.</P><br />
<P>E é nessa base que Tafreshi considerou que se Mojtaba Khamenei ainda não apareceu em público desde que foi nomeado líder supremo do Irão, a 08 de março, tal se deve a &#8220;razões de segurança&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Isso é um problema de segurança. Os nossos inimigos estão a procurar encontrar pessoas inocentes. Como pode o nosso novo líder estar numa situação muito segura e sair? É um problema de segurança&#8221;, disse, realçando, contudo, que Mojtaba Khamenei &#8220;já aparece&#8221; em mensagens.</P><br />
<P>&#8220;Já apareceu. A comunidade internacional e os iranianos estão a receber as suas mensagens. Não são mensagens de [a plataforma] ChatGPT. Ele está a escrever. Mas tudo depende das questões de segurança. O importante é que está em funções, nomeou muitas pessoas para cargos políticos e judiciais. Está a fazer o seu trabalho. O que é importante para o nosso próprio povo é a sua segurança&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O diplomata iraniano insistiu, por outro lado, na soberania do Irão sobre o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo, considerando que as leis internacionais e o Direito Marítimo estão do lado de Teerão.</P><br />
<P>Questionado sobre quem está a violar o protocolo de acordo de cessar-fogo, assinado a 17 de junho, Tafreshi apontou o dedo aos Estados Unidos, &#8220;que adicionaram o estreito de Ormuz à guerra&#8221;, atacando &#8220;sem razão nenhuma&#8221; cerca de uma centena de navios iranianos &#8220;inocentes&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Devia perguntar sobre aqueles que estão a violar a paz e a segurança, não somente no território da Irão, mas também nas águas territoriais iranianas e ainda no estreio de Ormuz. Os Estados Unidos são a principal causa dessa violação. Eles afirmam que têm o direito de garantir uma passagem segura. [&#8230;] Os EUA são anti-internacionalistas, anti-oficiais, anti-soluções orientadas para a paz&#8221;, argumentou.</P><br />
<P>Tafreshi reivindicou que o Irão procura a paz, exemplificando que não atacou os países árabes nos últimos 200 anos, mesmo quando os países muçulmanos apoiaram o regime do antigo presidente iraquiano Saddam Hussein durante os oito anos de guerra (1980-88), admitindo que o faz agora, mas só ao atacar as bases militares que os Estados Unidos criaram &#8220;sem qualquer razão&#8221; na região.</P><br />
<P>&#8220;O que queremos é ver-nos livre dos estrangeiros. O Irão tem maturidade suficiente para manter a paz e a segurança em toda a região. Não precisamos de atores estrangeiros na nossa região&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>&#8220;Se os estrangeiros vierem, são muito bem-vindos, mas para investimento, para encorajar a paz e não para criar bases militares. O significado das bases militares e de um elevado orçamento de defesa na Europa é a guerra. Não se pode falar sobre um orçamento de defesa e não falar sobre o que é alimentar uma guerra&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Para Tafreshi, ninguém no Irão quer guerra, pelo que deve haver &#8220;uma verdadeira negociação com foco no compromisso com a paz&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O Irão precisa de turistas, não de terroristas, precisa de investimentos, não de ataques e violações. Para isso, não é importante quem está no poder. É a filosofia de poder ter um país mais seguro e mais orientado para o bem-estar. O que precisamos é de paz e segurança&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>Nesse sentido, o diplomata iraniano defendeu, sem fazer referência ao programa nuclear do país, que o Médio Oriente deve tornar-se uma &#8220;zona nuclear livre&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Precisamos de uma zona nuclear livre no Médio Oriente, livre de armas químicas e biológicas, de armas químicas. As pequenas empresas podem fazer algo cem vezes mais do que há 20 anos, porque há mais tecnologia&#8221;, defendeu.</P><br />
<P>&#8220;As pessoas encontram-se em todos os fóruns. Agora, no Campeonato do Mundo, as pessoas juntam-se e falam juntos. Não perguntam a nacionalidade nem em que acreditam. Gostarão de ver futebol, de ouvir música, ou de trabalhar juntos. Isso é importante. Se os políticos acreditam que são os verdadeiros representantes da sua própria nação, então devemos tentar minimizar o risco de tensão e criar cada vez mais compromissos&#8221; para a paz, concluiu.</P></p>
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		<title>Economia chinesa regista crescimento mais baixo desde 2022 entre abril e junho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 03:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A economia chinesa desacelerou para um crescimento homólogo de 4,3% entre abril e junho, o ritmo de crescimento mais lento desde o último trimestre de 2022, segundo dados divulgados hoje pelas autoridades chinesas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A economia chinesa desacelerou para um crescimento homólogo de 4,3% entre abril e junho, o ritmo de crescimento mais lento desde o último trimestre de 2022, segundo dados divulgados hoje pelas autoridades chinesas.</P><br />
<P>O resultado vem depois da economia do país ter registado uma expansão de 5% no primeiro trimestre de 2026. Apesar da desaceleração, as exportações continuaram a apresentar um desempenho robusto, impulsionadas em parte pelo crescimento da inteligência artificial e pela forte procura mundial de veículos elétricos produzidos na China.</P><br />
<P>Segundo dados das alfândegas chinesas, as exportações aumentaram 17,6% no primeiro semestre face ao mesmo período do ano passado e aceleraram para 27% em junho.</P><br />
<P>Em contrapartida, o consumo interno e o investimento permaneceram fracos, limitando o impacto positivo das exportações sobre a atividade económica.</P><br />
<P>Para o conjunto de 2026, as autoridades chinesas fixaram uma meta de crescimento entre 4,5% e 5%, abaixo da expansão de 5% registada no ano passado.</P><br />
<P>O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu recentemente em alta a previsão para o crescimento da economia chinesa este ano, em 0,2 pontos percentuais, para 4,6%, mas prevê uma desaceleração para 4,1% em 2027.</P><br />
<P>Vários economistas consideram que o modelo de crescimento chinês se tornou cada vez mais desequilibrado, à medida que o forte apoio estatal e o investimento privado se concentram em setores estratégicos como a inteligência artificial, os semicondutores e a robótica, enquanto áreas como a indústria transformadora de menor valor acrescentado e os serviços intensivos em mão de obra continuam a perder dinamismo.</P><br />
<P>A rápida expansão da inteligência artificial e da robótica tem igualmente suscitado preocupações quanto à capacidade da economia para criar emprego suficiente e sustentar o crescimento no longo prazo.</P><br />
<P>&#8220;O modelo de crescimento da China tornou-se cada vez mais desequilibrado&#8221;, afirmou Eswar Prasad, professor de Economia e Política Comercial da Universidade de Cornell, citado pela agência Associated Press.</P><br />
<P>Segundo o académico, as famílias chinesas continuam a restringir o consumo devido à prolongada crise do setor imobiliário e às incertezas em torno do emprego e dos salários.</P><br />
<P>Em sentido contrário, as exportações de produtos de alta tecnologia, como veículos elétricos, semicondutores e equipamentos eletrónicos, continuam a crescer rapidamente, apoiadas pelos incentivos públicos concedidos a setores considerados prioritários por Pequim.</P><br />
<P>Para Wei Li, responsável pelos investimentos da BNP Paribas Securities (China), a economia chinesa atravessa atualmente &#8220;uma transição significativa&#8221;.</P><br />
<P> </P><br />
<P>JPI //</P></p>
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		<title>Cuba começa restabelecimento de energia após terceiro apagão em 10 dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 03:23:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Cuba começou a restabelecer o sistema elétrico do país na terça-feira à noite, após uma terceira falha total em menos de dez dias, que volta a pôr à prova o quotidiano dos 9,6 milhões de habitantes da ilha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Cuba começou a restabelecer o sistema elétrico do país na terça-feira à noite, após uma terceira falha total em menos de dez dias, que volta a pôr à prova o quotidiano dos 9,6 milhões de habitantes da ilha.</P><br />
<P>Cuba, que tem sido afetada pela escassez de combustível devido ao bloqueio petrolífero norte-americano, ficou novamente sem eletricidade devido a uma &#8220;oscilação&#8221; no sistema, provocada pela paragem súbita de uma central termoelétrica, o que gerou um desequilíbrio &#8220;abrupto&#8221; entre produção e consumo.</P><br />
<P>Na terça-feira à noite, cerca das 20:00 locais (02:00, hora de Lisboa), apenas 11,5% dos lares de Havana, cerca de 1,7 milhões de habitantes, tinham eletricidade, informou a União Elétrica de Cuba (UNE).</P><br />
<P>Foi a terceira falha geral desde o início de julho e a quinta desde o começo do ano. As duas anteriores ocorreram na semana passada e demoraram mais de 24 horas a serem resolvidas, apesar de os cortes prolongados serem quase permanentes devido à baixa produção.</P><br />
<P>&#8220;Não tenho palavras&#8221;, lamentou à agência France-Presse (AFP) Maria Caridad Alvarez, dona de casa de 62 anos. &#8220;Quando acordei de manhã, a luz tinha voltado e consegui cozinhar feijão, mas agora que saio, já voltou a faltar. Parece que não há solução&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>A crise energética está &#8220;a matar o entusiasmo de viver&#8221;, testemunhou a sexagenária.</P><br />
<P>David Matias Rodriguez, reformado de 82 anos, disse estar preocupado com &#8220;as três pequenas coisas&#8221; que guarda no frigorífico.</P><br />
<P>Nas últimas semanas, os cortes chegaram a durar mais de 30 horas seguidas em Havana e vários dias nas províncias, apesar de um programa de construção de parques solares iniciado há dois anos.</P><br />
<P>Habitantes de zonas mais afetadas têm manifestado regularmente a sua frustração, incendiando montes de lixo ou batendo em panelas.</P><br />
<P>Em crise económica há cinco anos, Cuba sofre cortes frequentes devido à idade avançada das infraestruturas e à falta de combustível. A situação agravou-se desde que Washington bloqueou entregas de combustível para grupos geradores, que complementam a produção das sete centrais termoelétricas envelhecidas.</P><br />
<P>&#8220;Esta situação deve-se principalmente ao estado do nosso sistema elétrico, agravado pelas decisões dos Estados Unidos&#8221;, afirmou terça-feira o ministro da Energia e Minas, Vicente de la O Levy. </P><br />
<P>&#8220;É praticamente uma guerra que vivemos&#8221;, disse, sublinhando a &#8220;ausência total de combustível&#8221; e a impossibilidade de obter peças de substituição para as centrais.</P><br />
<P>Segundo a UNE, a escassez de combustível torna a rede mais vulnerável a falhas e atrasa os trabalhos de restabelecimento, ao impedir o uso de geradores de emergência.</P><br />
<P>Desde janeiro, Washington apenas autorizou a chegada, em março, de um navio russo com 100.000 toneladas de crude, reservas entretanto esgotadas.</P><br />
<P>As relações entre EUA e Cuba deterioraram-se desde o início do ano, sobretudo após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Havana.</P><br />
<P>O Presidente norte-americano, Donald Trump, considera a ilha comunista, situada a 150 quilómetros da Florida, &#8220;uma ameaça extraordinária&#8221; à segurança nacional dos EUA e já advertiu várias vezes que poderá &#8220;tomar o controlo&#8221; de Cuba.</P><br />
<P>Os dois países mantêm negociações difíceis. No final de junho, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodriguez, reconheceu que não havia &#8220;qualquer progresso&#8221; nas conversações em curso.</P></p>
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