A farmacêutica anglo-sueca, AstraZeneca e a parceira Universidade de Oxford, podem ver a sua vacina contra a Covid-19 distribuída na Europa, incluindo em Portugal, já no próximo mês de Dezembro, avança a ‘RTP’, que cita a filial portuguesa da empresa.
Segundo a estação pública antes de a vacina ser oficialmente aprovada e de o processo de distribuição ser iniciado é ainda necessário que se realizem mais estudos para determinar o seu grau de eficácia e segurança, mas a hipótese de a vacina ser distribuída já em Dezembro está em cima da mesa.
A AstraZeneca Portugal, citada pela RTP, assegurou que tem estabelecidos contactos frequentes com as autoridades sanitárias portuguesas, bem como de outros países europeus, para que o processo seja efetivado e em alguns casos até acelerado, como acontece com o Reino Unido.
Os ensaios clínicos da vacina ainda se encontram em desenvolvimento, em estreita articulação com a Agência Europeia do Medicamento, responsável por avaliar todo o processo assim que os dados vão sendo disponibilizados, explica a farmacêutica em Portugal.
Caso o órgão regulador europeu considere que estão reunidas todas as condições necessárias para que a vacina seja oficialmente aprovada, prevê -se que a distribuição avance então antes do final do ano, com as autoridades a acompanhar todos os passos.
A Comissão Europeia estabeleceu um acordo com a AstraZeneca para a aquisição de 400 mil doses de uma vacina da farmacêutica, que em termos globais, se preparar a produção de três milhões de doses, para responder às necessidades mundiais dos vários países que lutam contra a Covid-19.
Estudo adicional
A farmacêutica AstraZeneca vai realizar um “estudo adicional” para validar os resultados da eficácia da sua vacina contra o novo coronavírus, depois de ter revelado que houve mudanças imprevistas na dosagem no primeiro ensaio.
Porém, segundo o presidente da empresa, Pascal Soriot, em entrevista à Bloomberg, disse não ser de esperar que estes novos testes atrasem a aprovação da vacina por parte das entidades reguladoras da saúde do Reino Unido e da União Europeia.
A AstraZeneca e a Universidade de Oxford publicaram os resultados preliminares da fase três do seu estudo clínico esta semana.
Um grupo de voluntários recebeu a dose completa da vacina, com um resultado de 62% de eficácia, enquanto outro tomou meia dose, seguida de uma completa um mês depois, um método que demonstrou ter 90% de eficácia.
Oxford admitiu hoje que não estava inicialmente previsto inocular meia dosagem da vacina a qualquer voluntário, mas que isso foi fruto de um erro no processo de fabricação do produto.
Assim que foi detetada que a primeira vacina tinha começado a ser inoculada com uma concentração abaixo da planeada foi decidido alterar o protocolo do estudo, de acordo com o “órgão regulador” de saúde, informou a universidade numa nota.
“Agora que descobrimos o que parece ser a fórmula mais eficaz, precisamos de a validar através de um estudo adicional”, afirmou Soriot.
O responsável da AstraZeneca explicou também que, provavelmente, será feito um novo “estudo internacional”, embora tenha garantido que “pode ser mais rápido” que os anteriores, dado que os investigadores já sabem que a eficácia da vacina é “elevada” e precisam de “um número reduzido de pacientes”.
Soriot ressalvou que a autorização para iniciar a vacinação em alguns países continua prevista para antes do final do ano, embora nos Estados Unidos o processo seja mais demorado, já que os testes foram realizados fora daquele país.




