Covid-19: União Europeia encerra fase de emergência da pandemia do coronavírus

“Estamos a entrar numa nova fase da pandemia, à medida que passamos do modo de emergência para uma gestão mais sustentável da Covid-19”, apontou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

Francisco Laranjeira

A UE declarou, esta quarta-feira, o fim da emergência da Covid-19, à medida que as pressões sobre os hospitais diminuem, assim como as restrições nos diversos países. “Estamos a entrar numa nova fase da pandemia, à medida que passamos do modo de emergência para uma gestão mais sustentável da Covid-19”, apontou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. “No entanto, devemos permanecer vigilantes. Os números de infeções ainda são altos na UE e muitas pessoas estão a morrer pela Covid-19 em todo o mundo.”

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Em dois anos de pandemia, a UE registou mais de um milhão de mortos, com os sistemas de saúde sob enorme pressão, o que forçou os Governos a impor restrições de viagem e galavanizou um esforço maciço de pesquisa e logística para vacinar as populações.

Numa nova tentativa de voltar ao normal, as novas orientações da Comissão pedem aos países membros que dobrem os seus programas de teste ao coronavírus na vigilância mais ampla de doenças respiratórias. O teste não deve ter como objetivo capturar “todos os casos” mas obter estimativas confiáveis. A monitorização de novas variantes será intensificada, com a ajuda da UE, e a capacidade de saúde também deve ser preparada caso haja um ressurgimento do vírus.

A comissária da Saúde Stella Kyriakides disse que entre 60 e 80% da população da UE contraiu a Covid-19 em algum momento, aleratndo ainda para o problema do chamado Covid longo – cerca de 10% das pessoas acabam por sofrer sintomas persistentes. “Isso precisa de ser levado muito a sério”, explicou.

Vários Estados-membros da UE já passaram a ver a Covid-19 como “endémica”. Embora os dados mostrem que os casos de coronavírus têm registado uma tendência de queda em todo o bloco desde fevereiro, após um aumento causado pela disseminação da variante Ómicron, persistem as preocupações de que o possível surgimento de uma nova variante mais virulenta possa alimentar outra onda de infeção. “O risco de que a situação possa mudar rapidamente com uma nova variante é real”, finalizou Kyriakides.

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