Após dois anos de pandemia da Covid-19 e em plenas restrições para conter a propagação da variante Ómicron, a Holanda tem enfrentado manifestações violentas contra as medidas de contenção. No passado domingo, em Amesterdão, 30 pessoas foram detidas depois de milhares de protestantes terem-se reunido na praça Museumplein. Houve ainda registo de quatro polícias feridos. No entanto, há alternativas para lidar com o stress da pandemia e uma das mais originais chega de Vijfhuizen, perto de Amesterdão.
Merlijn Boshuizen abriu o ‘CarSmash’, um projeto holandês que pretende proporcionar aos moradores presos meios para libertar a raiva e frustração de uma pandemia que se prepara para entrar no seu terceiro ano. Com os bares, restaurantes e a maioria das lojas holandesas fechadas desde meados de dezembro, quando entraram em vigor as restrições do Governo, a iniciativa, que decorre num estaleiro de demolição, propõe uma marreta, uma alavanca e um Peugeot 106 velho pintado com as palavras “F*** Covid”.
“Os clientes começam por pintar ‘o que está presente nas suas vidas’ no veículo escolhido. No minuto em que começam a destruir o carro, pedimos que fechem os olhos, sintam os pés no chão, sintam a força, cada veia do seu corpo, sintam o que estão a fazer e tentem, dessa forma, tirá-la da sua vida”, explicou o autor do projeto.
Mais a sul, em Haia, o projeto ‘Screech at the Beach’ tem tido bastante sucesso para aliviar a tensão acumulada das restrições da Covid-19.





