Covid-19: uma em cada cinco pessoas desiste da chamada para a SNS24

A linha recebe agora, por dia, cerca de 12 mil.

Executive Digest

A afluência à linha SNS24 tem aumentado à medida que surgem mais casos de infeçcão por coronavírus. Se em Fevereiro eram recebidas cerca de cinco mil chamadas por dia, em média, em Março, o número disparou mais do que duplicou. A linha recebe agora, por dia, cerca de 12 mil, avança o “Correio da Manhã” (CM).

Nesta segunda-feira, o balanço feito pelas autoridades da Saúde dava conta de 39 pessoas infectadas, uma das quais em defesa quadro clínico grave e que se encontra em «vigilância apertada». Por esta razão, há vários serviços que começam neste momento a adoptar medidas preventivas.

No Porto, as aulas da Faculdade de Medicina no Hospital de São João foram suspensas. Além da proibição de visitas aos doentes, as actividades de voluntariado foram também suspensas e a presença de parceiros ou fornecedores reduzidas ao mínimo indispensável. Em Almada, a Cooperativa de Ensino Superior Egas Moniz decidiu esta segunda-feira interromper as actividades lectivas nos próximos 14 dias.

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, entidade que gere a linha sobre o reforço de serviços, adiantou ao “CM” que serão tomadas «medidas excepcionais» esta semana para aumentar a «capacidade» de resposta. Já o Ministério da Saúde continua sem revelar a localização das 300 camas destinadas ao internamento em Cuidados Intensivos, de doentes infectados. Esclareceu, contudo, que são 10 os hospitais referenciados.

O “CM” escreve que centenas de máscaras de protecção desapareceram de um armazém no Hospital de Santa Marta, em Lisboa. Fontes policiais confirmam a situação, apesar de não ter sido feita uma queixa formal e a administração da unidade negar qualquer furto.

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