Covid-19. Um milhão de portugueses vai voltar ao trabalho até junho

A abertura das creches, pequeno comércio e cabeleireiros, em maio, e do período praia/campo para o ensino pré-escolar e básico, em junho, vai libertar cerca de um milhão de pessoas para a economia, noticia o ‘CM’, este sábado.

No caso particular dos serviços públicos com atendimento presencial, a reabertura passa por um cesso limitado no número de utentes. Segurança Social, lojas do cidadão e registos do notariado são os serviços públicos que poderão reabrir de forma gradual.

Estas, e outras decisões, no âmbito do levantamento gradual do estado de emergência começarão a ser agora definidas pelo Governo, encontrando a forma de reabrir a partir do próximo mês algumas atividades, numa reabertura com limitações, para evitar o risco de um aumento do contágio da covid – 19.

A expectativa do Executivo, segundo apurou o CM, é que a libertação gradual de pessoas para trabalhar reanime a economia e crie condições para as famílias recuperarem os rendimentos.

A reabertura das creches e a colocação das crianças do ensino pré-escolar e básico para o período praia/campo permitirá que pais jovens, dos quais a maioria tem até 49 anos, possam regressar ao trabalho.

O Executivo de António Costa, segundo fontes governamentais, neste momento não tem uma ideia concreta de como vão reabrir as atividades económicas, porque a situação sanitária do país é dinâmica e o grau de contágio pode evoluir de uma semana para a outra “e de de forma inesperada”.

“Isto não abre para ser igual ao que estava antes, porque vai ser preciso garantir as condições de segurança”, afirma uma dessa fontes. Nos espaços das atividades económicas reabertas terão de ser usadas máscaras, por exemplo, e haverá limitação no número de clientes. Com estas medidas de segurança, pretende-se evitar que haja um aumento do contágio do coronavírus.

O CM apurou a seguinte lista de prioridades, neste regresso à normalidade, gradual:

Creches
Não é para já, mas o Governo tenciona reabrir as creches logo a seguir ao fim deste novo período de estado de emergência, que termina a 2 de maio.

Aulas presenciais
As aulas presenciais no 11º e 12 anos deverão ser retomadas em maio nas 22 disciplinas sujeitas a exame para acesso ao Ensino Superior. Deverão ser assegurados o distanciamento social e o uso obrigatório de máscaras.

Trabalho por turnos
O teletrabalho vai continuar a ser a norma, mas as empresas devem começar a preparar equipas para voltar ao ativo em regime de rotatividade, “trabalhando uns de manhã e outros à tarde, uns numa semana e outros noutra”, disse Costa.

Restaurantes
Está prevista para o próximo mês a abertura progressiva dos restaurantes, com limitação a 1/3 da sua capacidade, e depois de elaborado um manual de higiene da responsabilidade da AHRESP.

Pequeno comércio
O pequeno comércio não alimentar, como sapatarias e pronto a vestir e até ginásios, será o primeiro a reabrir, ficando em último lugar os estabelecimentos localizados em shoppings.

Cabeleireiros
Os cabeleireiros e barbearias também deverão voltar a funcionar em maio, mas apenas por marcação e com limitação do número de clientes. Máscaras e penteadores descartáveis serão obrigatórios.

Universidades digitais
As universidades podem regressar em maio às aulas presenciais, mas as reuniões devem ser por teleconferência, segundo o Governo. A aposta passa ainda por secretarias eletrónicas com processos administrativos por via digital.

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