Uma em cada sete pessoas que testaram positivo para a Covid-19 ainda pode ser infeciosa se sair do isolamento após cinco dias, mesmo recebendo um resultado negativo em testes rápidos, sugerem novos dados citados pelo ‘The Guardian’.
De acordo com novas estimativas da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA), a percentagem de pessoas que ainda transmite o vírus pode manter-se alta, mesmo que os testes rápidos sejam combinados com pelo menos cinco dias de isolamento.
O novo relatório, que não se baseia em dados específicos da Ómicron, teve por base vários cenários, incluindo cinco dias de autoisolamento seguidos de cinco testes rápidos entre o quinto e o nono dia, com o autoisolamento a terminar após um único resultado negativo do teste.
A equipa comparou assim a percentagem de pessoas infeciosas que seriam libertadas do isolamento nesse cenário, com a situação após 10 dias inteiros de autoisolamento.
Os resultados mostram que “a percentagem de pessoas infeciosas quando libertadas do autoisolamento aumentou de 5% (após 10 dias) para 15% (ao fim de apenas cinco dias)”, escreve a equipa.
“Como atestam os dados do UKHSA, ao reduzir o período de isolamento para cinco dias corremos o risco de pessoas altamente infeciosas regressarem ao trabalho ou à escola”, refere Lawrence Young, virologista da Universidade de Warwick, citado pelo jornal.
Já Deborah Dunn-Walters, professora de imunologia da Universidade de Surrey, considera que “o público tem de ser claramente informado” sobre os riscos envolvidos em deixar o isolamento de forma precoce.
“[Eu] não consigo imaginar nada pior do que as pessoas visitarem os seus familiares vulneráveis a pensar que é seguro quando não é”, acrescentou a especialista.



