Perto de 60 milhões de postos de trabalho em toda a União Europeia (UE) estão em risco devido ao novo coronavírus – seja em termos de despedimento ou corte salarial. A conclusão é de um estudo elaborado pela McKinsey, segundo o qual a taxa de desemprego da UE poderá subir de cerca de 6% para mais de 11% como consequência da pandemia.
Caso não seja possível conter a propagação do vírus no prazo de três meses e as medidas de distanciamento tenham de ser mantidas para lá do Verão, a taxa de desemprego poderá mesmo chegar a um pico de 11,2% já em 2021. E é provável que se mantenha elevada durante os anos seguintes, não sendo prevista uma recuperação total antes de 2024 num cenário como este.
Citado pela CNN, o relatório indica que um em cada quatro empregos na União Europeia e Reino Unido poderão ser alvo de redução de horário, licenças temporárias ou lay-off permanente.
As profissões que não requerem um contacto próximo com outras pessoas, como é o caso de contabilistas ou arquitectos, são consideradas de baixo risco. A este grupo juntam-se os trabalhadores que providenciam serviços essenciais à população, nomeadamente polícia ou profissionais de saúde.
Por outro lado, lojistas, cozinheiros, trabalhadores da área da construção, funcionários de hotéis e actores estarão entre os mais afectados: aproximadamente 55 milhões de profissionais são considerados de risco elevado.
A McKinsey indica ainda que 80% dos postos de trabalho considerados de alto risco são ocupados por pessoas sem formação superior. Além disso os colaboradores de pequenas empresas enfrentam probabilidades mais pessimistas.
Qual a solução? A consultora McKinsey considera que as empresas e governos devem ser ágeis de modo a salvar os postos de trabalho. Por um lado, as companhias devem cortar custos e permitir o teletrabalho sempre que possível. Por outor, os governos devem disponibilizar empréstimos, medidas de alívio financeiro e assegurar que os trabalhadores recebem ao final do mês. A consultora realça que algumas destas medidas já estão a ser implementadas um pouco por toda a Europa.
“Salvaguardar postos de trabalho em risco numa empresa que, noutras circunstâncias, é saudável e produtiva é imperativo. Perder esses empregos não seria apenas uma tragédia a nível individual, mas também seria doloroso de um ponto de vista económico”, lê-se no mesmo relatório.




