Covid-19: Um em cada oito pacientes infectados revela problemas cardíacos e mais de metade desenvolve malformações

Um em cada oito pacientes infectados com a Covid-19 e internados no hospital, apresenta problemas cardíacos «graves» e mais de metade mostrou desenvolver malformações, de acordo com um novo estudo, que mostra que a doença viral pode ser muito prejudicial para o coração.

Simone Silva

Um em cada oito pacientes infectados com a Covid-19 apresenta problemas cardíacos «graves» e mais de metade mostrou desenvolver malformações, de acordo com um novo estudo, que mostra que a doença viral pode ser muito prejudicial para o coração.

O estudo, realizado pela ‘British Heart Foundation’, lança agora preocupações de que o coronavírus possa causar danos generalizados nos órgãos vitais e deixar os pacientes com problemas de saúde que podem durar meses e até anos, depois da infecção.

Os efeitos a longo prazo podem incluir tosse, falta de ar e redução da capacidade pulmonar, para além de fortes evidências de que o vírus pode afectar o cérebro e os rins. Um médico especializado em doenças cardíacas e pulmonares, que ajudou a tratar Boris Johnson, disse que o vírus é «a poliomielite desta geração».

Por sua vez um dos investigadores responsáveis pelo estudo, classificou a Covid-19 como uma «doença multissistémica» que se pode espalhar por todo o corpo, afectando os órgãos.

Mark Dweck, que é também cardiologista da Universidade de Edimburgo, disse: «A Covid-19 é uma doença complexa que pode ter efeitos profundos em muitos órgãos do corpo, incluindo o coração», afirmou acrescentando: «Muitos médicos hesitam em pedir electrocardiogramas para pacientes infectados porque é um procedimento adicional que envolve contacto próximo com os doentes».

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«O nosso trabalho mostra que estes exames são importantes, pois melhoraram o tratamento para um terço dos pacientes», alerta o especialista. O estudo analisou 1.216 pacientes em hospitais de 69 países de todo o mundo.

55% dos pacientes mostraram sinais de malformações prejudiciais no coração, que estavam a afectar a forma como o sangue era bombeado para o resto do corpo. Outros 13% apresentaram disfunções cardíacas graves, o que provavelmente aumentou o risco de morte ou de doença permanente.

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