É oficial, a barreira dos 11 milhões de casos da Covid-19 no mundo já foi ultrapassada. Registam-se actualmente 11.089.137 infecções a nível global, de acordo com os dados recolhidos pela Universidade Johns Hopkins e citados pela agência ‘Reuters’.
Em apenas sete meses a pandemia atinge mais um marco, que reflecte a velocidade incrível com que o vírus se tem espalhado, um pouco por todo o mundo, causando ainda cerca de 525.400 vítimas mortais.
A 2 de Abril, a epidemia alcançou o marco de um milhão de infectados em todo o mundo, um valor que foi atingido cerca de três meses depois do seu inicio, na China. Passados apenas alguns dias, a 15 de Abril o número aumentou para os dois milhões e a 27 do mesmo mês foram atingidos os três milhões, num claro reflexo da velocidade de propagação do vírus.
A 12 de Maio, o mundo registou quatro milhões de casos e a 25 do mesmo mês passaram a existir cinco milhões. Desde essa altura que numa questão de dias o número de casos aumenta substancialmente, sendo que os 10 milhões foram alcançados em apenas seis dias, a 28 de Junho, tal como aconteceu agora com os 11 milhões.
O número de casos do novo coronavírus é mais que o dobro do número de doenças graves da gripe registadas anualmente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Muitos dos países afectados estão agora a levantar os bloqueios impostos para travar a propagação do vírus, enquanto que realizam muitas alterações na vida profissional e social que podem durar um ano ou mais até que uma vacina esteja finalmente disponível.
Nesta altura também muitos territórios enfrentam um ressurgimento de infecções, motivado pelo levantamento das restrições de bloqueio, o que fez com que as autoridades voltassem a implementá-las, pelo menos parcialmente. Uma realidade que, segundo os especialistas, pode manter-se no próximo ano.
Os Estados Unidos voltaram a bater um novo recorde ao registar 754 mortos e 60.383 infectados nas últimas 24 horas, de acordo com um balanço da Universidade Johns Hopkins. O país contabiliza 129.405 óbitos e 2.793.022 casos desde o início da pandemia e é o território com um maior número nos dois indicadores.
Quase um quarto das mortes globais aconteceu nos Estados Unidos. Uma recente onda de infecções levou vários governadores a interromper os planos de reabertura dos seus estados após rigorosos bloqueios.
A América Latina, onde o Brasil regista mais de 1,5 milhões de casos, representa 23% do total mundial de pessoas infectadas. A Índia tornou-se no novo epicentro da Ásia, ao ultrapassar os 648 mil casos de infecção.
Ásia e Médio Oriente correspondem a cerca de 12% e 9% das infecções a nível global, respectivamente, de acordo com o relatório da Reuters, com base em dados dos governos.
Em alguns países com capacidade limitada de testes, o número de casos reflecte uma pequena percentagem do total de infecções. Especialistas de saúde alertam que os dados oficiais provavelmente não correspondem aos reais, com muitos a acreditar que muitos países ocultam dados.
Comparativamente aos números anteriormente apresentados, Portugal está muito abaixo, ainda que nas últimas semanas o número de novos casos e a taxa de infecção tenham aumentado consideravelmente devido aos focos de contágio na Área Metropolitana de Lisboa (AML).
O nosso país regista actualmente 42.782 casos confirmados de infecção e ainda 1.587 mortes pelo novo coronavírus.








