Covid-19: UE reabre fronteiras com 15 países. Quais são? E porquê estes?

Ontem foi finalmente divulgada a lista de países cuja entrada na União Europeia (UE) será permitida a partir desta quarta-feira, dia 1 de Julho. Quais são e porque razão foram estes os escolhidos e não outros? É o que vamos descobrir a seguir.

A UE decidiu reabrir as suas fronteiras para os 15 países com a situação epidemiológica mais estável e satisfatória, que na sua óptica são: Argélia, Austrália, Canadá, Geórgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Coreia do Sul, Tailândia, Tunísia, Uruguai e China, contudo este último está sujeito à confirmação de reciprocidade, o que significa que só será incluído quando o país asiático reabrir as suas fronteiras à UE.

Quais os critérios utilizados?

De acordo com o documento divulgado na terça-feira pela UE, «os critérios para determinar os países terceiros para os quais a actual restrição de viagens deve ser levantada abrangem, em particular, a situação epidemiológica e as medidas de contenção, incluindo também o distanciamento físico, bem como considerações económicas e sociais».

No que diz respeito à situação epidemiológica, para que seja levantadas as restrições os países devem cumprir os seguintes critérios, definidos pela UE:

  1. Número de novos casos de Covid-19 nos últimos 14 dias e por 100 mil habitantes perto ou abaixo da média da UE;
  2. Tendência estável ou decrescente de novos casos nesse período em comparação com os 14 dias anteriores;
  3. Resposta geral à Covid-19, tendo em consideração as informações disponíveis, incluindo factores como testes, vigilância, rastreamento de contactos, contenção, tratamento e relatórios, entre outros;
  4. A reciprocidade também deve ser tida em consideração regularmente e caso a caso, tal como acontece com a China.

Alguns países ficam de fora mas  tudo pode mudar

Tendo em conta estes critérios, países como os Estados Unidos, Rússia, Índia, Brasil e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), estão excluídos da lista, por enquanto, por apresentarem uma situação epidemiológica menos controlada, com um aumento de casos substancial nas últimas semanas.

No entanto, em comunicado, o Conselho aponta que será realizada uma revisão da lista a cada duas semanas, o que pode fazer com que seja actualizada, levando a alterações no levantamento total ou parcial das restrições de viagens, caso a situação viral se altere.

O mesmo acontece «se a situação num país se agravar rapidamente, uma tomada de decisão célere será aplicada», indica o Conselho da UE.

Importa ainda referir que para os países terceiros aos quais continuam a ser impostas restrições, serão isentos das mesmas os cidadãos da UE e familiares, residentes de longa data na União e respectivas famílias e viajantes com funções ou necessidades especiais.

 

.

Ler Mais
pub

Comentários
Loading...