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COVID-19. Trump acusa médicos de inflaccionar o número de mortes em troca de dinheiro

Os Estados Unidos da América (EUA) atingem números recorde de novos casos de infecção pelo novo coronavírus, mas Donald Trump continua a afirmar que é tudo um exagero. Mesmo depois de ele próprio ter testado positivo, acusa os médicos de inflaccionarem o número de mortes de forma a terem algum tipo de proveito financeiro.

«Os nossos médicos ganham mais dinheiro se alguém morre de COVID. Sabem isso, certo? Quer dizer, os nossos médicos são pessoas muito inteligentes. Por isso, o que fazem é dizer ‘Desculpem mas toda a gente morre de COVID”», disse o presidente dos EUA num comício em Waterford Township, Michigan. Citado pela CNN, Donald Trump não indicou nenhum dado factual ou prova para suportar as suas declarações.

O balanço de ontem dava conta de mais de 90 mil novos diagnósticos positivos em 24 horas, um novo recorde diário. Além disso, também pelo menos 929 pessoas morreram, de acordo com o relatório de sexta-feira da Universidade John Hopkins.

A mesma publicação indica que não existem sinais que sugiram que os hospitais estão a inflaccionar os números associados à pandemia. Uma investigação publicada este mês indica que o número de mortes entre 1 de Março e 1 de Agosto foi 20% superior ao que seria de esperar em circunstâncias normais.

«A sugestão de que médicos – a meio de uma crise de saúde pública – estão a fazer uma contagem excessiva dos doentes de COVID-19 ou a mentir para encher os bolsos é uma acusação maliciosa, ultrajante e completamente errada», garante Susan Bailey, presidente da American Medical Associaton.

De acordo com a responsável, em comunicado citado pela CNN, os médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde têm arriscado a sua saúde, a sua segurança e as suas vidas para tratar os pacientes e combater o vírus.

Segundo Donald Trump, em países como a Alemanha pessoas que têm um ataque de coração e que sejam infectadas e acabem por morrer são contabilizadas como morte associada ao ataque de coração. «Connosco, quando em dúvida, escolhem a COVID. É verdade (…) É tipo mais 2 mil dólares», afirmou o líder da Casa Branca.

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