Covid-19: Trabalhadores com salários baixos estão mais sujeitos a perder o emprego

A pandemia veio agravar ainda mais a desigualdade financeira de rendimentos que já se fazia sentir em Portugal, fazendo com que aqueles que recebem menos ficassem mais sujeitos a perder o seu emprego.

Revista de Imprensa

Os funcionários com salários mais baixos foram aqueles que mais perderam os seus postos de trabalho durante a crise de saúde pública da Covid-19, avança o ‘Público’, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo a mesma publicação, a pandemia veio agravar ainda mais a desigualdade financeira de rendimentos que já se fazia sentir em Portugal, fazendo com que aqueles que recebem menos ficassem mais sujeitos a perder o seu emprego, conduzindo a salários ainda mais baixos.

O INE divulgou dados trimestrais para 11 categorias de profissão, que permitem chegar a esta conclusão, exceto para algumas nomeadamente os agricultores, que neste caso não confirmam a regra, contudo, segundo o ‘Público, «as categorias de maior dimensão não deixam dúvidas sobre aquilo que está a acontecer».

Na análise dos dados do INE o mesmo jornal revela que os «trabalhadores não qualificados», que têm um salário médio mais baixo, de 585 euros, registaram uma redução de 11,4% do número de empregos, a mais elevada.

Seguem-se os «operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem», que recebem em média 795 euros, registando uma redução de 8,5% e os «trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores», com um salário médio de 715 euros e uma redução de 5,9%.

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Do lado oposto, encontram-se os «especialistas das atividades intelectuais e científicas»», que recebem em média 1.375 euros, bem como os «técnicos e profissões de nível intermédio». Em ambos os casos não só não se verificam perdas do número de empregos, como ainda se registam aumentos de 8% e 0,1%, respetivamente.

Por último, é ainda possível verificar que na categoria dos «agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, da pesca e da floresta», ainda que o salário médio seja baixo, verificou-se um aumento de 6,8% do número de empregos, o que vem assim contrariar a tendência, sendo uma exceção à regra.

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