Todas as pessoas que tossirem de propósito junto de trabalhadores de emergência considerados ‘essenciais’, ou seja, cuja função é de tal forma importante que não pode ser interrompida pela pandemia de Covid-19, poderão ter uma pena de até dois anos de prisão, de acordo com uma medida implementada pelo serviço criminal do Reino Unido, ‘The Crown Prossecution Service’ (CPS), citada pelo ‘Independent’.
O CPS considera que o acto de tossir intencionalmente é uma forma de agressão, perante a pandemia vivida, sobretudo se for junto de trabalhadores que dada a importância da sua função, se vêm impossibilitados de cumprir o isolamento social em casa, seguindo as recomendações das autoridades médicas.
Esta medida surge no seguimento de relatos de pessoas que tossiram propositadamente para trabalhadores de lojas e também para forças de autoridade policial, alegando ter coronavírus.
Max Hill, director britânico de processos públicos, referiu que os ‘trabalhadores essenciais’ são mais necessários do que nunca, à medida que a sociedade se reúne para enfrentar a pandemia de coronavírus», afirma acrescentando que «estou chocado com as queixas de policias e outros trabalhadores, que se encontram na linha de frente, e são propositadamente ‘agredidos’ por pessoas que alegam ter Covid-19», diz citado pelo ‘Independent’.
«Deixe-me ser bem claro: isto é um crime e tem de parar. O CPS apoia todos os trabalhadores de emergência e outros essenciais e não vai hesitar em processar quem os ameaçar, enquanto cumprem os seus deveres», afirma Hill.
Os ataques contra trabalhadores de emergência em concreto, são puníveis com pena de até dois anos de prisão, enquanto que os ataques aos restantes cidadãos têm uma sentença máxima de seis meses. Contudo, se o incidente for por motivos raciais ou religiosos, a sentença poderá ser aumentada para dois anos.













