Os testes antigénio são comparáveis em precisão aos testes PCR em crianças, segundo revelou um novo estudo da Johns Hopkins Medicine, nos Estados Unidos. A pesquisa durou sete meses em 2021, com 1.054 pacientes com menos de 17 anos que fizeram um teste PCR e um teste rápido no Baltimore Convention Center Field Hospital (BCCFH) e os resultados apontam que 92,7% dos testes antigénios detetaram os casos encontrados nos testes PCR.
Os resultados do estudo para crianças sintomáticas e assintomáticas devem assim dar aos pais e administradores escolares maior confiança nos testes rápidos, de acordo com a assistente clínica do BCCFH, Mary Jane Vaeth. Já o diretor médico do BCCFH, Zishan Siddiqui, acrescentou que a pesquisa pode desempenhar um papel importante ao permitir que os alunos limitem as suas ausências na escola enquanto estiverem em quarentena ou a aguardar os resultados dos testes PCR.
“O valor deste estudo, especialmente nestes dias em que a Covid-19 é tão prevalente, permite-nos acrescentar mais uma camada de segurança: temos máscaras, distanciamento social, temos boa ventilação, temos lavagem das mãos… esta é mais uma ferramenta”, explicou Siddiqui.
O estudo foi realizado quando a variante Delta era predominante mas os investigadores disseram que testes rápidos podem ser indispensáveis, dependendo de um estudo realizado com a variante Ómicron, agora dominante.
“Se mais estudos com a variante Ómicron mostrarem carga viral muito alta e rápida precisão do antigénio, esses testes podem-se tornar uma das ferramentas mais valiosas usadas para combater as variantes atuais e futuras da Covid-19”, apontaram os investigadores.
As conclusões do estudo são significativas, segundo Siddiqui, porque o teste rápido oferece vantagens sobre o teste PCR que incluem economia de tempo e de dinheiro. Há também a facilidade de distribuição e aplicação de testes antigénios, que podem ajudar a superar as disparidades nos testes da Covid-19 para crianças em comunidades carentes de assistência médica.






