Covid-19: Testes aos contactos de baixo risco arrancam esta terça-feira

Os testes à Covid-19 feitos aos contactos de baixo risco arrancam esta terça-feira, apesar de as novas regras terem sido anunciadas há duas semanas pelas autoridades de saúde.

Em causa está o facto de ter sido feita uma atualização destas mesmas regras numa outra norma, que determina como se fazem o rastreio dos contactos e que medidas devem ser tomadas por parte daqueles que estejam em contacto com um infetado, até 48 horas antes do inicio dos sintomas.

“Não navegamos à vista”, disse o secretário de estado adjunto, Lacerda Sales, em entrevista à RTP, para justificar que as medidas demoram tempo a ser pensadas, discutidas e, depois, postas em prática.

O secretário de estado adianta que a partir da meia noite o SNS 24 irá começar a fazer prescrição a contactos de baixo risco e essa será a estratégia para se ser testado, até para continuar a seguir cadeias de transmissão.

Lacerda Sales revelou ainda que vão ser utilizados sobretudo teste de saliva rápidos PCR.

Recorde-se que a partir de dia 15 deste mês entrou em vigor a norma que alarga a testagem à Covid-19 também a contactos de baixo risco. De acordo com a norma relativa ao rastreio de contactos no âmbito da pandemia da doença provocada pelo SARS-CoV-2,  “os contactos de baixo risco devem realizar teste para SARS-CoV-2 (testes moleculares) no momento da identificação do contacto”.

O documento também explicita que “em situações de cluster ou de surto todos os contactos” devem fazer “teste laboratorial para SARS-CoV-2 (testes rápidos de antigénio), o mais cedo possível, que podem ser repetidos sequencialmente, sob a coordenação das autoridades de saúde”.

O alargamento da testagem a todos os contactos com pessoas infetadas já tinha sido anunciado na quarta-feira da semana passada pela DGS e pela ministra da Saúde, Marta Temido.

Em comunicado, a entidade tutelada por Graça Freitas explicitou que “atendendo à situação epidemiológica atual, quer pela emergência” das estirpes detetadas em outros países e que, entretanto, já se disseminaram por Portugal, quer pela “diminuição da incidência diária” de infeções, a DGS iria atualizar as orientações.

O alargamento da utilização de testes laboratoriais a todos os contactos (de alto e de baixo risco), a disponibilização generalizada de testes rápidos de antigénio (TRAg) nas unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS), e a implementação de rastreios regulares com TRAg em escolas e setores de atividade particularmente expostos (funcionários de fábricas, trabalhadores da construção civil, entre outro) vão ser promovidos.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) acrescentou que a utilização de TRAg foi “progressivamente alargada”, quer ao nível dos locais onde os TRAg podem ser feitos, “quer ao nível dos profissionais que os podem realizar”.

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