Covid-19: Task-force garante que atraso da vacina da J&J não altera objetivos do plano

Depois de ontem se ter sabido que as entregas da vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson (J&J) na Europa seriam adiadas devido às últimas questões que a ligam a coágulos sanguíneos, a task-force de vacinação portuguesa confirmou que os objetivos do plano não vão sofrer alterações.

«O Plano de Vacinação é constantemente adaptado ao fornecimento de vacinas, mas mantemos a meta inicial de ter 70% da população vacinada até ao final de verão», disse o organismo numa resposta enviada ao ‘Diário de Notícias’ (DN).

Portugal iria receber esta quarta-feira cerca de 30 mil doses da vacina em questão, mas segundo a task-force, o atraso não vai interferir no cumprimento do principal objetivo, mesmo que 1,25 milhões das 2,8 milhões de doses previstas para aplicação na segunda fase de vacinação, que já começou em muitos concelhos, devessem ser da Jonhson & Jonhson e chegar até ao final de julho.

Com o primeiro lote de vacinas, que chegaria hoje, Portugal ficaria com 1,9 milhões de doses disponíveis para administrar durante o mês de abril. Segundo o coordenador da task-force de vacinação, ainda durante o mês de abril o nosso país iria receber 1,8 milhões de doses de vacinas. E nos meses de maio e junho os restantes 7,2 milhões que totalizariam os nove milhões aguardados no segundo trimestre. Até ao final do ano de 2021, esperam-se um total de 4,5 milhões de doses desta vacina.

Regulador norte-americano pediu suspensão da vacina. EMA está a avaliar 

As autoridades norte-americanas pediram ontem a suspensão da inoculação com a vacina da Johnson & Johnson, depois de terem sido registados seis casos de problemas com coágulos sanguíneos. A vacinação será suspensa a nível federal, mas a Food and Drug Administration (FDC) e o Centers for Disease Control (CDC) apelam a que também os estados tomem a mesma decisão.

Os seis cidadãos afetados por este efeito secundário desenvolveram coágulos sanguíneos duas semanas após a vacinação. São mulheres entre os 18 e os 48 anos e uma delas morreu. Outra encontra-se neste momento hospitalizada em estado crítico.

Quase sete milhões de pessoas já receberam a vacina da Johnson & Johnson nos Estados Unidos da América até ao momento, estando previsto o envio de cerca de mais nove milhões para os vários estados do país.

Quanto à Agência Europeia do Medicamento (EMA), o organismo disse ontem que, depois da atual investigação aos casos de coágulos sanguíneos após toma da vacina da Johnson & Johnson, decidirá se impõe uma ação regulatória na União Europeia (UE).

«Na semana passada, a EMA iniciou uma revisão de sinal de segurança para avaliar relatórios de eventos embólicos e trombóticos – formação de coágulos sanguíneos – em pessoas que receberam a vacina da Janssen contra a covid-19 e, no contexto desta revisão, o comité de segurança está a investigar todos os casos comunicados e decidirá se é necessária uma ação regulatória», indica o regulador em resposta escrita enviada à agência Lusa.

Reagindo à recomendação de suspensão do uso da vacina do grupo nos Estados Unidos, a agência europeia reforçou que «não é atualmente claro se existe uma associação causal entre a administração da vacina e estas situações» de efeitos secundários.

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