Após o cancelamento de mais de 2500 voos da TAP devido ao novo coronavirus, foram tomadas medidas de redução de custos entre as quais cortar a remuneração variável no âmbito do programa de redução de cortes e custos, apurou o “Dinheiro Vivo” (DV).
Ao início da tarde de segunda-feira a TAP indicava já que, devido ao surto, «decidiu reduzir a capacidade para os próximos meses em cerca de 2500 voos adicionais», que se juntam às mil ligações canceladas na quinta-feira passada, 5 de Março.
Na tarde de segunda-feira, em comunicação enviada à CMVM, a TAP dava conta do cancelamento do total de 3500 voos, reforçando outra informação que já tinha facultado na semana passada: «Adoptou-se um conjunto de iniciativas que visam controlar e reduzir custos, incluindo a suspensão ou adiamento de investimentos não críticos, renegociação de contratos e prazos de pagamento, corte de despesas acessórias, suspensão de contratações de novos trabalhadores, de progressões e de formações, bem como a implementação de programas de licenças sem vencimento temporárias».
Mas a TAP não é a única companhia aérea a anunciar o cancelamento de voos. No segmento das low-cost, a irlandesa Ryanair anunciou ontem o cancelamento de mais voos de e para a Itália, devido ao bloqueio de viagens imposto pelo Governo italiano durante o fim-de-semana. Também a companhia aérea Emirates deu conta de alterações à política de alterações e cancelamento de voos, que afectará todos os bilhetes emitidos até 31 de Março de 2020.







