Covid-19 também arrasta investidores em ouro que já perdem mais de 10%

A convulsão dos mercados também está a afetar um dos “ativos de refúgio”, por excelência. Longe de reagir em alta ao colapso, o ouro acumula quedas de 13% numa só semana.

Sónia Bexiga

A velocidade do colapso que os mercados estão a viver excede a das crises anteriores, e até a opção de encontrar “ativos de refúgio” contra quedas também se tornou muito mais complicada.

Uma das opções teoricamente mais seguras em tempos especialmente turbulentos, o ouro , dessa vez também não escapa às pressões das quedas que alastram pelos mercados de todo o mundo.

Na última segunda-feira, fruto do ‘choque’ que causou a derrocada de até 30% do petróleo, o preço do ouro atingiu novos picos em mais de sete anos, desde dezembro de 2012, quando excedeu momentaneamente o nível de 1.700 dólares/onça, segundo analistas contactados pelo Expansion.

Apenas uma semana depois, com os mercados financeiros ainda em queda livre, o preço do ouro atinge cerca de 1.450 dólares . A queda acumulada na última semana excede 13%.

Se por um lado, as ações e matérias-primas estão a liderar o colapso nos mercados, por outro, entre as moedas, o dólar está a ser abalado pela volatilidade causada pelas intervenções do Reserva Federal. E no mercado de dívida europeu, até o alemão acumula quedas de preço nas últimas sessões. Dificilmente a dívida dos EUA consegue atrair novos investimentos, no calor dos cortes nas taxas de juros do Fed.

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